VARIEDADES SÓCIO POLÍTICO ECONÔMICAS

22 - ENTRE RETAS E CÍRCULOS

Sinto-me perfeitamente à vontade para lhes trazer hoje, para nos ajudar a refletir neste momento angustiante que o Brasil vivencia, as palavras honestas de alguém que embora tenha representado um partido político menos alinhado com a minha ideologia política, mas que demonstra ter uma boa visão da situação que a dita esquerda vivencia. Falo de Valério Acary, hoje no PSOL e dissidente do defunto PSTU, prof aposentado de história e Marxista.

Eis o seu texto:

Precisamos refletir sobre a relação entre a militância socialista, e outras dimensões da vida, em especial, a religiosidade. A maioria da militância de esquerda é muito apaixonada pela identidade socialista, e isso é bom. Abraçamos a causa mais elevada do tempo que nos coube viver. Somos muito comprometidos com nossa aposta estratégica. Temos obstinação revolucionária. Esse é um ponto forte da esquerda. 

         Mas é, paradoxalmente, nosso ponto fraco. Porque somos, também, em maior ou menor medida, sectários. Somos tão sectários que, frequentemente, não sabemos que somos sectários. Ser sectário é ser estreito, inflexível, rígido, intransigente, ou até mesmo áspero e intratável. Muitos ativistas honestos ficam desgostosos em discutir ideias se percebem uma atitude arrogante. Ninguém gosta de desaforo.

       A luta política se desenvolve na arena da vida pública. A luta política atravessa nossas vidas nos locais de trabalho, de moradia, de estudo, e outros. Ela não se resume à luta pelo poder. Estamos engajados em movimentos sociais, sejam sindicais, estudantis, populares, agrários, de educação, de saúde pública, de mulheres, ambientais, territoriais, LGBT’s, culturais, e outros.

        Mas todos aqueles que militamos estamos inseridos, também, em variados espaços que definem nossas vidas privadas, e até a dimensão pessoal da existência. Os mais importantes são as famílias e os círculos de amizade. Mas há, também, os espaços que remetem às nossas preferências e escolhas.         

        Tem gente que adora demonstrar as virtudes de acordar cedo, dormir tarde, ou de fazer a sesta. Tem muita gente convencida que as dietas são um tema político. Na luta socialista podemos conviver, harmoniosamente, entre não fumantes e fumantes; veganos, vegetarianos e carnívoros; alopatia ou homeopatia; sertanejos, roqueiros e sambistas; cinéfilos ou literatos, românticos ou surrealistas, corintianos, santistas e palmeirenses; sedentários e atléticos, pedestres, ciclistas e motociclistas; etc. 

        Entre todas estas dimensões da vida privada, a mais importante é a da religiosidade ou espiritualidade. Ela ocupa um espaço importante no sistema de valores, apegos, crenças, e esperanças da imensa maioria do povo. 

          No último Censo demográfico, em 2010, aqueles que se autodefiniram sem religião, ou seja, ateus e agnósticos somavam quinze milhões.  Mais de 123 milhões se declararam católicos, mais de 42 milhões como evangélicos, e quase quatro milhões como espíritas. Os dados disponíveis confirmam que estamos entre as populações mais religiosas do mundo. É improvável que as informações do próximo Censo, em 2020, sejam muito diferentes.  

        Ser socialista não é a adesão a uma associação de descrentes e incrédulos. Não somos uma carbonária de ateus e agnósticos. Ser socialista é fazer a defesa de um programa político. Um programa político é um projeto de luta pelo poder do Estado. Defendemos que o Estado esteja separado das Igrejas. Nesse sentido, o programa socialista é republicano, o que quer dizer que a esfera da vida privada deve permanecer protegida da ingerência do Estado. A vida privada, para não falar da vida pessoal, deve ter plena autonomia.

        Não é razoável esperar que todos aqueles que querem se organizar para lutar contra o capitalismo tenham que renunciar à sua fé. Evidentemente, não há nada de errado, tampouco, se um militante se empenhar em defender o ateísmo. Trata-se de luta ideológica. Mas não somos uma sociedade científica. Respeitamos as sociedades científicas. É muito razoável que haja socialistas entusiasmados pela ciência. O que vale para a espiritualidade deve valer, também, para outras crenças. Não são tão poucos os militantes que encontram conforto na astrologia, na leitura de cartas de tarô, na numerologia.  

        A luta pelo ateísmo não deve estar nem no programa, nem nos estatutos de uma organização socialista. Portanto, dentro de organizações socialistas deve ser possível a convivência entre militantes ateus, agnósticos e religiosos. 

        Isso é assim, por variadas razões. A primeira e mais importante é que devemos ter respeito e tolerância uns com os outros, porque temos inimigos muito poderosos e queremos vencer. Todos os lutadores anticapitalistas devem ser bem-vindos. A fé religiosa é uma experiência individual. 

        Isso não significa, evidentemente, que a esquerda não deva fazer luta política contra líderes ou instituições religiosas que defendem o capitalismo. Mas luta política e luta ideológica são diferentes, e obedecem a diferentes regras. A luta política contra Igrejas reacionárias é necessária e legítima. 

        Em segundo lugar, é bom lembrar que o marxismo não é uma teoria sobre tudo. Não é uma doutrina. Marx, ainda muito jovem, portanto, em processo de amadurecimento, quando estava em ruptura com o hegelianismo de esquerda, escreveu uns parágrafos pouco compreendidos sobre o lugar da religião: 

A miséria religiosa é, de um lado, a expressão da miséria real e, de outro, o protesto contra ela. A religião é o soluço da criatura oprimida, o coração de um mundo sem coração, o espírito de uma situação carente de espirito. É o ópio do povo.

         O mais importante desta citação é que foi escrita por um ateu que reconhece a humanização ou consolação que a experiência da fé pode significar. Não é só alienação diante da mortalidade da nossa condição. Devemos aprender a respeitar a subjetividade de todos os lutadores da causa socialista. Não faz sentido torturar militantes com fé religiosa com discussões sobre se Deus existe ou não.   

Pessoalmente concordo com esta posição dele. A esquerda enquanto esteve no poder não soube trabalhar a base e hoje ressente-se do golpe que contra nós desferiram aqueles que justamente estavam no aguardo de uma vacilada para tomarem o comando da nação e imporem aqui um sistema politico que atende a uma minoria que um dia sonhou com o poder e este lhe caiu nos braços para desgraça de quem não soube fazer a cama para nela se deitar.

A esquerda precisa reagir unida e como nos diz Vacary, sem olhar para mais nenhum lugar: seja ele político, religioso, sexual, racial ou de gênero. Só a união nos dará a força para a retomada do comando deste país que deve ter seu lugar ao sol entre os grandes que comandam os movimentos mundiais.

 

21 - RESTA-NOS UMA SOLUÇÃO?

Aprendi, quando garoto, pelas palavras de meu velho e saudoso pai que, “buraco de onde só se tira e não se volta a colocar, tende a afundar”. Não sou economista e nem sou tão entendido nessa questão de governanças, receitas e despesas, mas uma pergunta me fica: Sabendo através da Revista Exame de 09 de setembro deste 2019 que as projeções mais otimistas (?) apontam para uma queda de 0,29% na produção nacional – fato que está por demais visível no número de desempregados, nas portas encerradas nas cidades de locais onde antes havia comércio, trabalho e dinheiro corrente, percebendo a gastança desenfreada na busca de uma melhoria de uma imagem que de tão arranhada não há dinheiro ou medico esteticista que consiga recompor, sabendo que já estão avançando (na mão grande) sobre as reservas deixadas por governos passados... questiono:

1 – Qual será, afinal, o futuro do brasil (assim pequenininho mesmo)?

2 – O que pessoas sensatas podem esperar para amanhã vendo um céu tão tenebroso como este que hoje paira sobre nossas cabeças?

3 – Onde encontrar forças e justificativa para encorajar nossos jovens a lutarem por um mundo melhor, quando o cotidiano só os puxa para baixo?

4 – que aguardar para os últimos anos de nossas vidas – tempos que deveriam ser a recompensa do labor desenvolvido n idade produtiva?

5 – Onde encontrar uma palavra de esperança para a mãe (ou pai) que por alguma infelicidade perde seu companheiro e tem filhos menores para criar?

6 – Que incentivo dar ao professor que sabe que vai para escola com a possibilidade muito grande de ser agredido ou até morto, já que cada “cidadão de bem” pode ser portador de uma arma de fogo (ou outra)?

7 – Como exigir que a polícia vá para a rua enfrentar bandidos armados com as armas mais modernas e eles, policiais, pouco mais têm que uma baladeira?

8 – Como impedir que os poucos cientistas, que ainda vão resistindo com as migalhas que este desgoverno lhe oferece, não procurem outros países onde possam desenvolver suas pesquisas e saberes?

9 – Como evitar a convulsão popular?

10 – Será possível evitar uma guerra civil até que que se derrube este poder que aí está e que é mais despótico que aquele do velho e surrado Marquês de Pombal?

Sou sincero em afirmar que só vejo sombras à minha frente, Sei que a minha visão já não é tão eficiente como quando era jovem, mas mesmo assim, entre sombras e penumbras o que percebo não me anima e não me anima, principalmente por ver um povo encurralado feito gado manso, no qual não vejo (este meu problema de visão é terrível) a menor intenção de arrebentar a cerca e estourar a manada. Desculpem a comparação, jamais ousaria chamar alguém de gado se eu não estivesse de permeio da multidão.

Por fim, e isso é o que mais machuca meu coração: como vencer a fome?

Mas eu tenho uma proposta: estamos fadados a morrer à míngua, pois o capitalista não dignará jogar-nos os ossos do faisão que acaba de degustar, nesse sentido, resta-nos PARAR TODA E QUALQUER PRODUÇÃO que não seja para consumo próprio. O capitalista sentira a falta do alimento na sua mesa e passará a comer o dinheiro que nos roubou. Não durará mais que poucos dias tal a quantidade de veneno contido nessa praga chamada dinheiro. Depois, quem sabe, eles voltem a chamar o trabalhador para conversar. Mas para que isso aconteça é preciso uma coesão muito grande entre os menores, os escravizados, mas não esqueçamos jamais o exemplo que nos deixou Zumbi do palmares. Quando se quer, se pode.

Referência dos dados estatísticos: https://exame.abril.com.br/economia/projecoes-para-producao-industrial-desabam-no-governo-bolsonaro/

 

20 - Lixo valoroso, mas perigoso

Eu e a minha mania de ficar no que já está quieto me provoca o desenvolvimento do conhecimento e o respeito a algumas leis elementares da vida. Isto normalmente acontece quando a “coisa” já está velha, fria no depósito de coisas velhas ou lixo na maioria das vezes. Normalmente, também as ideias que absorvo desse contato são obsoletas, mas que infelizmente só nos apercebemos disso quando, às vezes, já é bastante tarde.

Numa revista “A Rede”, datada de 2010 (fui longe, não quase dez anos!) percebo assim meio sem querer a seguinte manchete:

“Até o final do ano de 2007, (há pelo menos, 12 anos)  havia 200 Milhões de computadores obsoletos em todo mundo” (o destaque é meu).

Imediatamente a seguir a revista nos traz uma relação dos principais metais que estão sendo jogados no solo, quantas vezes em regiões menos apropriadas danosos à nossa saúde. Entre eles temos: Ferro, Cobre, Fibras e plásticos, Alumínio, papel e embalagens, Zinco, resíduos não recicláveis, Chumbo, Ouro, Prata e Platina. Cada produto apresenta a sua porcentagem/peso e por aí podemos perceber a influência que cada produto vai poder produzir no nosso corpo, uma vez ingerido através da ingestão alimentar que absorve do solo esses materiais. Só tenho uma palavra a dizer: ASSUSTADOR!

Veja alguns exemplos do mal que alguns deles escolhido um tanto ao azar, podem nos causar:

- Chumbo:  causa danos no sistema nervoso e sanguíneo (é usado em PC’s e celulares.

- Arsênico: causa doenças da pele, prejudica o sistema nervoso e pode causar câncer no pulmão (é usado na fabricação de celulares).

-  Mercúrio: causa danos cerebrais e ao fígado (é usado em computadores, monitores e TV de tela plana).

Estes são apenas alguns exemplos que e revista nos apresenta na sua página 13. Mas a preocupação maior fica por conta do processo de “caça” (pois ninguém, ou poucas pessoas colocam seus velhos equipamentos em locais apropriados para a coleta da reciclagem) feita pelos catadores de lixo que desmontam eles mesmos os equipamentos que encontram, correndo risco de contato direto com os produtos malignos. Na página 15, por exemplo nos dá (através de foto) uma visão séria do problema e anuncia que o governo vai tomar providência. 

A revista faz seu trabalho de alerta de conscientização, mas o D’us Mercado não quer saber a mínima sobre o assunto, a prova vem na página 16 quando nos é anunciado quase festivamente que “Nos Estados unidos, o tempo de vida de um computador passou de 4 ou 5 anos, em 1992, para dois (02) anos em 2006”. Fala-se em mudar culturas de consumo da sociedade – a meu entender uma cortina de fumaça para a falta de iniciativas governamentais a respeito dos prejuízos causados à Humanidade, pelo uso indiscriminado e cada dia mais acelerado desses produtos que lhe são prejudiciais, sem levar em conta, também, os riscos da extração e manuseio.

Uma das propostas apresentadas é, sempre ao meu ver, “uma gracinha”, pois a situação só vai mudar quando eu (consumidor) exigir que o vendedor do novo equipamento receba o velho, mas não se dá obrigação ao vendedor de dar destinação adequada ao lixo eletrônico. O fundo dos nossos oceanos deve estar lotado de coisas desse tipo e quem vai sofrer, sem saber? Claro, você acertou: a população de uma forma geral, mas eles “não estão nem aí desde que o D’us capital esteja rolando em sua conta em algum paraíso fiscal.

A falta de civismo e consciência ecológica pouco trabalhada nos conduz a um fim. Triste fim de aumento de doenças degenerativas, cada dia mais mortais. Ou aprendemos (para valer!) ou o nosso estágio como humanos será cada sai mais curto.

Abraço vocês e rogo pelo nosso planeta!

 

Ref. Bibl.: Revista A Rede, Junho de 2010.

 

19 A indústria da enganação

Tenho a impressão que a minha ficha caiu no lugar errado. Estou sendo levado por ela a acreditar apenas em mim e naquilo meus olhos veem e assim mesmo ainda fico na dúvida se meus olhos não estão entrando no jogo alto de interesses que se desenvolve neste momento no mundo inteiro em que a mentira, total ou parcial, vale mais que a verdade.

Quem quer que tenha sido o inventor da indústria das Fakes News da estar milionário e gozando com a cara dos bestas mais incrédulos. Sinceramente, estou chegando a um ponto em que nem mesmo as minhas palavras me soam verdade, parece que um ser desconhecido que transita livremente entre nós as distorce antes que eles cheguem aos nossos próprios ouvidos e quando chegam é a vez de você se questionar: “eu disse isso”?

Sugiro a quem estiver rindo desta minhas tronchas palavras para fazer uso da parafernália que deve ter ao seu dispor, aí mesmo na sua mão, ou sobre a mesa. Ou no bolso da camisa por uma informação concreta. Qualquer que ela seja e que tenha sido anunciada por alguma “agência de notícias”. Depois de confirmar essa boa ou má notícia, busque em outras “agências” alguma notícia sobre exatamente o mesmo assunto. Você se decepcionará, certamente. Se a agência A diz sim, com certeza a agência B dirá que talvez, a agência C dirá que que não há confirmação; a agência D dirá que é falsa a notícia divulgada sobre o assunto e você, no meio dessa guerra de interesses particulares dos donos da imprensa mundial vai ficando meio pirado sem saber em quem acreditar.

Estamos imersos numa guerra midiática que pode trazer dois tipos de resultados, num instante: O primeiro já está acontecendo: estamos sendo prisioneiros das garras da mídia, manobrados de todo jeito e malgrado o seu apurado senso crítico, você se sente realmente aprisionado nessa teia quase invisível, mas de uma resistência ímpar. O segundo pode ser ainda mais catastrófico, pois  os conflitos que se geram através das Fake News, podem fazer os loucos que elas elegeram para presidirem as grandes potências e até mesmo as menores declarem uma guerra que depois de cair nas malhas da mídia se transformará no famoso “Fim do Mundo”.

O excesso de informação a que estamos submetidos pode  gerar essa guerra. Nos meus tempos dos anos 50/60, se acontecesse uma catástrofe em qualquer lugar, creio que localmente se saberia no mesmo instante e só depois, mas muito tempo depois alguém teria a infeliz ideia de lembrar que no ano tal em determinado lugar aconteceu “isto” ou “aquilo”. Hoje sabe de tudo ao vivo, no imediatismo e insanas mentes veem na desgraça alheia uma maneira de faturar. Não tenho medo de afirmar que algumas “novidades” são “encomendadas” para elevar o ibope desta ou daquela emissora de TV, esta ou aquela estação de rádio, este ou aquele jornal. Os famosos “furos” e para isso não medem distâncias nem analisam obstáculos, vão com tudo, pois o que interessa é faturar.

Creio mais ainda que vivemos tempos em que a indústria do alarmismo é o negócio mais rentável. Trago apena a lembrança do nosso “presidente” que, a pretexto de acabar com a violência (o alarmismo está aí) propõe vender mais armas. Não precisa ser expert no assunto, basta que com a possibilidade que temos hoje você verifique o que aconteceu com ações na Bolsa de Valores dos fabricantes de armas: suas ações dispararam a subir que não sabemos quando vão parar. Veja outro exemplo do alarmismo, do mesmo personagem: “A previdência está quebrada” - a solução: arrochar os pobres que terão que pagar planos particulares se quiserem ter um mínimo de condições de se tratar na velhice. Faça a seguinte pesquisa: quantos Planos de Saúde foram criados depois que o inominável assumiu e quebrou ficticiamente algo que está provado era superavitário.

Mudando de personagem, mas mantendo o tema. Ontem cheguei em casa e recebo de minha esposa a seguinte notícia: “Shummy, acabou de morrer”. Fiquei meio intrigado, pois dois dias antes tinha lido notícia de Jean Todt, seu antigo treinador que dizia que tinha assistido a corrida de F1 com o heptacampeão, na residência em que ele vem sendo cuidado e que estava dando mostras de progresso na recuperação de algum sinais vitais. Procurei, nas notícias, dos jornais do mundo inteiro Le monde, Le Parisien, Correo de la Sierra, El País, Globo, Uol.... e nada de notícias sobre o assunto. Fiquei me questionando: Quem tem a lucrar com a divulgação de tal notícia por um jornaleco de província chamado “O São Gonçalo”. Vejam a manchete que eles colocam na internet e me digam o que fazer: https://www.osaogoncalo.com.br/seguranca-publica/62790/confirmada-a-morte-de-schumaker-apos-exame-de-dna

A questão do DNA foi o que colocou a pulga atrás da orelha. Seria necessário fazer esse tipo de exame na pessoa que há quase 6 anos vem lutando contra a morte e por uma vida com um mínimo de condições? Quantas pessoas não acreditaram na falsa notícia, ou melhor, na notícia tendenciosa “fabricada” para lucrar alguma coisa?

O mundo virou uma brincadeira e para não ficar louco vou entrar nela de cabeça:

“Amigos, este bilhete é verdade”!

 

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18 - Liberdade econômica

Sob a capa do “bom moço” – o neoliberalismo – querem esconder mais uma plêiade de maldades e astúcias para prejudicar o trabalhador, principalmente aquele menos qualificado para qualquer profissão definida, uma verdadeira loteria para que compra e paga um serviço que não tem um mínimo de garantia, pois se mal executado ou lhe causar qualquer prejuízo, será o pobre do trabalhador o único responsável por tal dano, além de você mesmo, é claro, que o contratou.

Na Europa onde vivi parte significativa da minha vida, recordo de ter passado por momentos parecidos. Digo parecidos porque jamais, em tempo algum, poderemos querer comparar realidades tão distintas como são França e Brasil, por exemplo. Digo parecidos porque eu recordo do tempo do trabalho precarizado – havia na região diversas empresas que contratavam serviços para os quais captavam mão de obra não especializada para realizar esses serviços, paga a preço, de um pão com mortadela, como dizem anti petistas, e algumas moedas no final de cada semana. Era o trabalho terceirizado, o sub emprego com as quais os empresários tinham seu serviço realizado por um custo inferior àquele gerado pela contratação de trabalhadores e a empresa que repassava para os trabalhadores apenas aquilo que elas julgavam ser o suficiente e guardarem para si uma parte elevada da contratação transformada em lucro sem trabalho.

O que vai acontecer agora no Brasil? Nossos “dignos” representantes, deputados e senadores, defendem que com a “liberdade econômica” o trabalhador vai poder criar seu próprio posto de trabalho.  Precisamos analisar primeiramente as condições que já lhe foram negadas e que empobrecera uma grande quantidade de milhares de brasileiros e atirou, claramente, para a sarjeta uma quantidade semelhante, quando destruíram a CLT. São, portanto, estas as condições que o povo brasileiro vai ter para “criar seu próprio emprego” e sustentar sua família. Teremos, sim, muito mais desemprego e o surgimento sempre tardio – o capitalismo brasileiro sempre andou amarrado no rabo do jumento – das famosas firmas prestadoras de serviços temporários, geridas por ricaços que vão ficar cada dia mais aloprados na ganância.

O Brasil parece estar fadado a sumir do mapa. O brasil está fadado a virar talvez um território multinacional onde as pessoas de outros países vêm em busca de sol, mar, mulheres homens e tudo mais que os possa satisfazer a troco de espelhinhos, de um celular velho que já quase não funciona, uma bermuda que por acaso já não consigo abotoar por ter engordado uns quilinhos, enfim, se conseguir manter esse status, breve poderá atingir aquele de colônia. É triste!

Ter que reconhecer que uma das maiores potências do mundo (que poderia ser) poderá em breve virar puteiro do mundo e fornecedor de matérias primas para o sucesso e o avanço dos outros me dá uma angústia que só não é maior, pois a minha parte do contrato eu já a cumpri. A minha idade não me permite mais aventuras. Deveria ter agora a paz e a tranquilidade que tanto lutei para conseguir, mas que, infelizmente, ainda não tenho garantida. Felizmente a perspectiva de vida está chegando ao fim, é quase como a garantia de um carro novo (durante a garantia nada acontece, no dia seguinte ao término da garantia, ou o motor bate, ou a biela empena, ou os pistons quebram os segmentos, a roda cai, o freio falha... até que chega o dia que você diz: meu caro, a sucata ainda me vai cobrar para que eu te coloque lá). Já apresento alguns sintomas de falência de sistemas, a visão está ficando fraca, a audição ficando curta, os amortecedores rangendo por todos os cantos...

Mas vai lá trabalhador brasileiro, aprende de uma vez por todas que não será fazendo arminha com as mãos que vais te dar bem. Aprende trabalhador brasileiro, que o capital não te dá nada com a mão esquerda que não tome de volta (pedindo altos juros) com a direita. Vai lá trabalhador brasileiro e aprende que se não for através da luta, uma luta feroz, aliás, não conseguirás sobreviver  sem travares uma luta feroz, renhida com os donos dos meios de produção. Creio que hoje, mais que nunca  aquele já surrado postulado se aplica: “Trabalhadores do mundo, uni-vos”!

FOTO: Trabalhadores retirada da NET

 

17 - SOMOS UM MITO?

Aflijo-me a cada novo ataque e questiono quando o primeiro baluarte vai cair por terra, pois acredito que só quando o primeiro deles tombar, vítima da ação deste povo até agora inerte, os senhores feudais entenderão que a plebe se revoltou e vai querer comer-lhes os fígados.

Depois de 519 anos o Brasil voltou a ter um rei (da besteira e sem coroa) e um vassalo que se pensa Deus (tudo pode e só se cumpre o que ele ordena). Voltamos no tempo em que a polícia fugia dos ladrões, ao bom modo da máfia siciliana de Dom Corleone quando afirmava: “Se tem uma coisa que a história nos ensina, é que se pode matar qualquer um” – acabaram com ele, a história se cumpriu, lá. Aqui ainda estamos em busca de saber de que lado nasce o sol para não deixar nem a sombra.

Eu vou descobrir, sou louco e esperto ao mesmo tempo para tentar essa proeza, quem foi o idiota que elegeu o Brasil como o Hospício Geral do Mundo. A Damares, mulher respeitabilíssima por sua posição de pastora, diz que suas ovelhas “(...) se perdem porque não usam calcinhas”.  O rei do balão mágico, diz que não há necessidade de frequentar autoescola para poder dirigir e vai mais longe: “Para que fazer exame”? Se até hoje já se morria mais no Brasil, por ano, que em toda a guerra do Vietnã, imagina depois dessas “debilerações”. Vão morrer brasileiros/as como morrem as abelhas agredidas pelos agrotóxicos que aquele outro histrião liberou sem responsabilidade alguma.

O bailarino na chuva insiste nas escolas cívico-militares “(...) com a presença de militares da reserva das Forças Armadas. Eles atuarão como monitores para auxiliar na gestão educacional. A organização didático-pedagógica, assim como financeira, fica por conta dos civis”. Não se assustem se ao passarem perto de uma escola ouvirem a voz de comando: “Atenção! Ombro, armas”! Além disso, e aí está busílis da coisa, o bailarino vai querer que as escolas virem particulares e funcionem por vauchers. A sua intenção é ótima.... para os capitalistas! O povo vai ter uma caneta tipo cabo de enxada e uma borracha do tipo talocha. A minha perspectiva é que em menos de trinta anos estejamos fazendo uma nova versão do filme histórico “A guerra do fogo”. Pessoalmente já escolhi o meu esconderijo nas montanhas. 

A pilantragem “está comendo de esmola”, diz o ditado, mas eu me oponho frontalmente a esse ditado e digo que a malandragem, por enquanto está comendo num banquete, de esmola passarão a viver se o povo abrir os olhinhos (não somos nem japoneses – com todo o respeito aos nipónicos) e aí sim, vão comer de marmita lá na Papuda que é onde merecem estar. 

O Brasil se perdeu, não foi o Pedro, aquele que disseram que descobriu este manicômio, por se ter perdido da rota das Índias. A minha inquietação é com a demora que os homens de boa vontade e dignos das calças que vestem demorarem tanto tempo para achar uma coisa tão grande, afinal são mais de duzentos milhões de seres humanos que por aqui vivem, embora muitos merecessem cair ao mar e não voltar. Além desses, quem sabe, alguns aproveitem para sacar os R$500,00 do FGTS e se mandem para a a Groelândia!

Finalmente, só consigo ver o Brasil como o mito de Sísifo que o Albert Camus tão bem descreve.

 

16 - NÃO VOU LEVAR MEU GADO

Hoje eu queria escrever alguma coisa, sinto necessidade disso, mas a inspiração anda um tanto preguiçosa e não quer colaborar. Faço esforços, mas... não sai nada! Vou olhar a rua, o firmamento, sentir o clima frio que agora faz na região onde resido. Frio? Bem é uma força muito grande de expressão, pelo menos para mim que sou originário lá das geleiras europeias, mas como o uso do cachimbo faz a boca torta, acabo entrando na onda que 26 graus é um clima frio, nesta parte do planeta.

Acabo não estranhando esse classificação, pois vivo na terra de uns que tudo fazem, inclusive incomodar bastante os seus próprios conterrâneos para beneficiar quase que exclusivamente os habitantes de outras regiões. Segundo um companheiro de labuta que se diz habitante do sopedâneo, nossa terra é mais deles que nossa. Durante este período do ano viramos reféns de nós mesmos por conta da presença estranha de quem tem e quem pode sustentar a ganância alheia.

É tempo de festa! Viva! Mas quem vai à festa?! Vou confessar meu crime, eu que sou um alienígena nestas terras e poderia muito bem ser recebido (não com honras desmerecidas) mas como merecedor de participar da festa que só “gringo” – principalmente se for endinheirado – pode frequentar. O povo desta cidade, que labuta, paga elevadíssimos impostos, passa necessidades e carências não tem a possibilidade de usufruir da única festa popular que o município organiza (ou deixa organizar), pois os preços de uma simples garrafinha de água mineral é escorchante. É festa para boi de outras pastagens que não as nossas, dos vales do Cariri.

Ao fio dos anos tenho escutado que a festa deixa lucro na casa dos 60 milhões de reais. Nunca soube da utilização de um só real proveniente dessa lambança que tenha sido usado em benefício do povo cratense. Mas não os julguem mal, devo ser eu o mal informado.

Para finalizar só gostaria de deixar uma palavrinha de crítica severa contra a escolha dos “artistas” que são pagos a preço de ouro para abrilhantar a festa. Não se faz uma consulta à população, usa-se do modelo: chama quem está na moda, não importando se quem canta é o Parangolé, se a Calcinha preta (prefiro vermelhas), se o Xande Avião (embora não tenha aeroporto na área), o que sei é que quem tem um gosto mais refinado em questão de música não tem a menor chance de curtir um só momento de lazer.

Os preços, para gosta de curtir “essas delícias de sons” que mais atrapalham quem busca repousar nesses dias e mora nas vizinhanças e quer acompanhar todos os dias (haja fôlego e grana) vão dos modestos R$270 (os mais baratos) até R$ 1.440 (por pessoa no famoso Camarote do Rei (efetivamente, numa região que passa por necessidades básicas, só mesmo rei pode frequentar esse camarote – ou então os bestas que gostam de ostentar e depois passam o resto do ano comendo cuscuz com ovo (que aliás é muito bom). Basta ver os carrões que desfilam pela cidade: Mercedes, Camaro, BMW, Beetle e até Ferraris já foram vistas por aqui. Tudo para aparecer. Tudo para mostrar para quem a festa é feita.

Não me incomodo, pois não sou (mais) festeiro. Tive que ir nessa festa uma única vez, jurei que nunca mais. Eu não vou à festa, mas a festa vem até minha casa todos os dia o tempo todo que a zoada dura e no pós feira, o que pior dela resta, o mosquedo. Mas sou feliz tenho certeza que tem cratenses mais “putos” que eu com tal ignorância.

E viva o Santo Antonio de Barbalha, em que com pau ou sem pau, o povo tem vez e pode divertir-se à vontade. Aqui, sem boi, você não tem chance!

 

15 - VIGILÂNCIA A TODA A PROVA

Hoje, melhor, agora há pouco, terminei uma experiência que estava a me deixar curioso e preocupado ao mesmo tempo. Vou repassá-la para vocês, meus possíveis leitores e deixar um alerta.

Vamos à experiência: Antes de publicar aqui neste site que, pelo que sei está hospedado em Portugal, verifiquei a contagem de acessos que me mostrava uma contagem bastante generosa e apenas um visitante (eu) para o meu modesto rabiscar de ideias. Feita a postagem de mais uma ideia um tanto cafona, considerando o quantum de vezes que já abordei esse assunto, e a imensidão de ideias a esse sujeito que têm sido manifestadas, corri para o marcador de visitantes on line que ali está inserido e, surpresa minha, mesmo antes de ter divulgado no face ou no twitter, já tinha quatro visitantes.

Devo confessar que não constitui para mim grande surpresa saber que as grandes potências (EUA, RÚSSIA, ISRAEL e outras) estão extremamente interessados no nosso saber, no nosso fazer, nas nossas preocupações, nos nossos desejos mais íntimos e até no nosso pensar, pois só assim conseguem disparar suas bombas cibernéticas que nos atingem de modo quase indolor mas que nos forçam a tomar decisões com base nas informações que eles injetam em nós e que apenas os favorece a eles.

Nada temo, pois nada devo! Se tiver que falar mal de algum desses países ou de pessoas que os habitam falarei  do modo mais claro fazendo afirmações que estão de acordo com a parte do meu ser que eles não conseguirão jamais dominar. Eles são vivaldinos, mas eu não sou trouxa e sei muito bem criar trilhas que os despistam e levam a pensar errado a meu respeito. A minha vida ainda conserva uma parte que é só minha. Posso até parecer muito pretensioso, mas há coisas que a própria vida nos ensina e que se soubermos aplicar na prática diária faz qualquer computador espião explodir de bugs e se perder em conjecturas que a nada conduzem.

Quero que isto fique bastante claro para os espiões: eu sei como escapar do vosso controle. O que vocês sabem de mim não passa de generalidades, de superficialidades que se vocês tentarem utilizar para me atingirem apenas resvalarão na couraça da minha indiferença. Não concordo com essa vossa nova ordem mundial e lutarei pelo meios que conheço e não vos revelarei jamais para vos destruir. Ainda continuo um humanoide e vocês já estão tratando todo mundo como algoritmo... deixem dar uma dica: vocês, ao agirem assim, estão sendo inocentes úteis a um bando de interesseiros e nada mais. Um dia o feitiço vai se voltar contra o feiticeiro.

Depois não digam que eu não avisei!

Pois é minha gente que acessa os meus rabiscos e conseguiu ler até aqui. Cuidem da vida como seres humanos e esqueçam de fazer parte dessa maquina moedora de seres alienados. Lembrem do velho provérbio árabe:

Não digas tudo o que sabes
Não faças tudo o que podes
Não acredites em tudo que ouves
Não gastes tudo o que tens

Porque:

Quem diz tudo o que sabe,
Quem faz tudo o que pode,
Quem acredita em tudo o que ouve,
Quem gasta tudo o que tem;

Muitas vezes diz o que não convém,
Faz o que não deve,
Julga o que não vê,
Gasta o que não pode.

E eu acrescento: dá a saber a quem nem imagina o que eles não devem saber.
Um abraço fraterno e amigo!

14 - A pátria de coturnos

Ilude-se quem pensa que o peixe está morto, muito pelo contrário, ele está apenas tomando fôlego para dar o pulo final. Quem acreditar que as Fake News e outras cartas anônimas complementadas por mensagens intraduzíveis de Carlos Bolsonaro (o famoso Carluxo) são amostras de fraqueza do intruso pai, engana-se, pois o que ele faz é apelar aos ainda milhares de cegos seguidores para a manifestação (possivelmente com atos de terrorismo encomendados) para que se justifique o ataque às instituições: Senado e STF.

Os militares já sinalizaram positivamente, pois dessa forma o poder lhes cai no colo sem que tenham que passar pela acusação, amanhã, de golpe militar. A Constituição Federal (CF) não prevê que o presidente possa fechar essas instituições de modo legal, portanto, a acontecer, será um golpe, um ato de rebeldia pessoal passível de punição.  Não tenho autoridade para fazer tais afirmações, mas assumo a responsabilidade pela minha análise. Contudo, já prevendo que alguém possa querer me atacar por ela, aqui deixo as declarações da Profa. de Direito da FGV, Eloisa Machado, "Pelo ordenamento jurídico brasileiro não é possível a adoção de nenhuma dessas medidas", referindo-se ao fechamento de Senado e STF.

Assusta-me que grande massa de Zés Bobões ainda entre na velha “canção do bandido” e possam engrossar as fileiras dessa manifestação que está sendo convocada pelo inominável. Preocupa-me, pois sei, sabemos todos, que a esta hora já deve haver gente comprada e instruída para fazer baderna (há até quem fale em novo falso atentado) com a finalidade única de poder atacar as instituições (Senado e STF).

Assusta-me que um incapaz tenha assinado documento permitindo que pessoas armadas (se é que pode chamar de pessoas) possam viajar de avião. Acredito que o inominável não sabe que um único disparo dentro do avião o joga ao solo matando todos os ocupantes. E loucos não é o que falta, principalmente neste governo que aí temos e nos seus seguidores de hospício.

Assusta-me que através de assinatura se tenha autorizado que qualquer pessoa possa comprar um fuzil do tipo AR15 – é certo que precisa ter grana para isso, mas os milicianos e traficantes têm de sobra. Está preparando uma guerra interna, na qual só quem tem a perder são todos os pobres, pretos, pardos, putas e gays. Uma nova higienização social está em curso disfarçada de atos de defesa contra a criminalidade. Por todo o país, depois da tomada de posse do inominável, os casos de crimes contra a vida aumentaram exponencialmente.

Assusta-me que os militantes de esquerda possam entrar em provocações e algo mais crítico possa acontecer, pois é isso que os fascistas estão esperando. Provocações não vão faltar, por isso resista á tentação de revidar ou até mesmo de fazer algum tipo de cobrança a quem não tem condições de resolver nada. O desprezo é a melhor arma nessa hora. Sentindo-se ignorados entram em delírio e acabam cometendo atos que só os vão prejudicar a eles mesmos, será um tipo de revolta do feitiço contra o feiticeiro, um tiro que sai pela culatra, uma vergonha que lhes cobrirá de alto a baixo.

Por isso deixo um alerta, não é alarmismo, é racionalidade: Vamos deixar que eles façam a parte deles e depois será a nossa vez de dar uma resposta, no dia 30/05/19 e mostrarmos a nossa força e a nossa vontade: FORA BOLSONARO!

 

13 O primeiro dia de um mundo diferente?

Depois de hoje tudo pode acontecer, inclusive, nada! Não recordo mais onde foi que eu li essa pérola, mas hoje ela se aplica às mil maravilhas.

A partir hoje - o dia em que a China mostrou aos estados unidos a força de um olhinho puxado, tudo pode acontecer. Eu só consigo ver aquela calopsita que eu tenho ali num viveiro, no quintal aqui de casa, quando se assusta ou teme qualquer coisa: ergue o penacho que tem na cabeça e faz uma barulheira de acordar a vizinhança. Foi o que aconteceu, o dólar, assustado, arrastou para baixo as bolsas de valores e o mundo viveu um novo valhe-me deus.

É bem verdade que um mundo bipartidarizado não é bom, mas considero menos ruim do que se ele continuasse a ser dirigido por um único incongruente. É verdade que há riscos, mas o velho ditado vai nos salvar, diz ele: "Quem tem cu, tem medo" e não acredito que o meu passarinho tenha tendências suicidas.  Os últimos dias não lhe têm sido muito favoráveis, pois, depois da sua vitória no Brasil, quando conseguiu pegar o nosso petróleo a troco de uma banana podre, a coisa desandou com o Gaidó, pois o Maduro ainda não está tão maduro a ponto de cair e hoje levou este sopapo dos chineses.

Quero viver os próximos dias para ver como esta história acaba, mas de uma coisa eu tenho a certeza, o mundo está mudando, se para melhor ou para pior, não sei, mas está mudando e até mais rápido que eu esperava. Aguardemos o desenrolar das ações.

Amanhã será, certamente, um novo dia.

 

12 - A saga ainda não acabou

 

Não só a saga não acabou, como a história ainda não foi totalmente escrita, quando o tema é a já cansativa Previdência Social. Muita água ainda vai passar por por debaixo da ponte antes que uma solução seja encontrada. Ontem tivemos mais um capítulo do show de horrores em que já se transformou a discussão da tal emenda constitucional da reforma da previdência (assim, tudo minúsculo, para demonstrar o nível das discussões).

Já não é a primeira vez que os srs. deputados se atracam em franca manifestação de falta de respeito para com a opinião alheia e adversa. Ontem quase voltamos ao ao cenário já conhecido, porque houve deputados e não foram poucos (só não sei se são suficientes para barrar o projeto, nem se agora fazem um discurso e depois na hora da votação pe$am quarenta milhõe$ de motivo$ para fazer o inverso) que tomaram para si as dores de seus representados (o povo, principalmente o mais sofrido e explorado) e defenderam o que é lógico e racional defender: a modernização do nosso sistema de Previdência, que já vem de 1934, e fazer reajustes a partir de cima para baixo e não o inverso. Ontem tivemos excelentes falas, o que demonstra, do meu ponto de vista, que está havendo uma modificação no corpo político brasileiro. É ainda irrisório, mas já começa a fazer algum efeito. Quem não muda, na verdade, são os velhos lobos e raposas que convivem naquele covil que souberam construir em Brasília e do qual esperam saiam novos lobinhos, para manutenção da espécie.

Entre as velhas raposas encontramos aquela que me parece a mais perigosa e mais perdida tentando encontrar seu lugar para fazer o ninho onde parirá seus rebentos que veem o mundo com os olhos devoradores: o ministro da economia que, como muito bem lhe foi jogado na cara, "de economia não fala nada, só fala de gastos e cortes", sem o menor indício de ações que permitam a retomada do crescimento do país. Pessoalmente, acho que essa equipe está preocupada em encher (mais) os bolsos dos banqueiros e capitalistas, esvaziando os bolsos dos pobres e procurando motivos mil para recorrerem ao FMI onde o dinheiro corre frouxo e pagamento, quem quiser que o faça. Nós (eles) vamos gastar à vontade e continuaremos a aumentar as nossas regalias.

Tenho orgulho em dizer que estou, sempre estive, do outro lado da história. Lamento, seriamente, que tanta gente tenha agora que se arrepender por atos cometidos alguns meses atrás, a quando de uma votação, pois é sinal que a "mudança" que esperavam realizar, foi por água abaixo: jogaram a criança junto com a água do banho. Agora resta correr atrás do prejuízo, pois ainda resta um tempinho para salvar parte da lavoura. Mas com o deslumbrado do Alexandre Frota (quem diria?) como presidente da comissão especial (veja notícia na UOL) são grandes os riscos de perdermos toda a lavoura. O tempo nos dirá.

Uma coisa é certa: o pobre pode ir fazendo mais uns furos no cinto. Está voltando a ficar longe o tempo em que um homem simples do povo conseguiu fazer com que o pobre deixasse de ser tão pobre e tivesse oportunidade de comer três vezes ao dia, crime pelo qual está encarcerado e não pode concorrer às eleições passadas.

Brasil: pobre país rico!

 

 

 

 

 

 

11 - CARTA ABERTA A UM HOMEM

Não vou dizer que não haja mais como você, HOMEM, mas podemos aceitar facilmente que são poucos que têm essa fibra, essa vontade de ver os menores crescerem sem derrubar aqueles que tanto sobem sobre as cotas dos inferiores, podando-os, apenas.

Ontem senti orgulho, novamente, de ter servido àquele a quem chamam de serviçal – já que não possui diploma superior e na vida profissional não passou do chão da usina.

Ontem, senti novamente renascer, por mais que não passe apenas de um pequeno broto, a esperança que ainda poderei terminar meus dias num país com alguma justiça social bem diferente daquela que utilizam para lhe manter isolado da sociedade.

Ontem, voltei a escutar aquela voz rouca, mas nem um pouco abalada pelas injustiças sofridas, que encantou dirigentes mundiais, dizendo que não vende sua dignidade.

Ontem, eu percebi como dois jornalistas ficaram atônitos diante da clareza dos motivos que foram expostos e acredito que se convenceram da tua inocência.

Ontem, eu vi o velho sentimental que como qualquer ser humano que se preze pode chorar a perda de entes queridos.

Ontem, finalmente, me convenci mais que em momento algum que o Brasil ainda pode ter jeito, mesmo com tantas maldades que contra ele estão cometendo apenas por ganância e maluquice insensata.

Ontem, foi a véspera do dia mais esperançoso que está sendo o hoje, mesmo sob tantas ameaças de vilipêndio contra o mais singelo dos cidadãos que tanto defendes.

Ontem, foi dia de sentir, ao longe, a tremedeira de teus algozes.

Hoje, ao recordar o ontem te digo: o dia que eu crescer quero ter essa tua retidão de caráter e vontade férrea de mostrar ao mundo que um HOMEM não tem preço.

Obrigado Luis Inácio LULA da Silva Brasileiro.

 

10 Amargor

Hoje amanheci amargo. Depois, as notícias do mundo que me rodeia e habito tendem cada dia mais à catástrofe e isso me deixa o cérebro azedo. Tenho tentado parar nestes últimos dias para pensar a morte. Não se assuste, pois é isso que você faz toda hora quando pensa na vida. Saímos de casa, ou permanecemos nela e pouco paramos para pensar em nós. Neste caso o individualismo não se aplica. Pensamos e estamos interessados nos outros. O que o vizinho vai dizer, o que o povo da rua vai pensar, o que as instituições vão fazer... mas pouco ou nada do que EU posso fazer, ou já fiz, ou ainda pretendo fazer. Vivemos na dependência do pensar alheio. Só um lembrete ante de prosseguir: há quem esteja manipulando mentes para isso, exatamente, para que nos tornemos inteiramente manobráveis, domesticados, independentes da ração que eles nos queiram dar para nos manterem prestativos, rentáveis tanto quanto possível, logo depois cortam a ração.

 

O curioso dessa situação: nada é feito sem que nós tenhamos consentido. Somos, portanto, corresponsáveis pelo caos que se está instalando na humanidade. Criamos nossos próprios monstros, nos transformando em feras. Criamos ídolos com pés de barro, e religiões com deuses exploradores que veneram o deus maior chamado dinheiro.

 

Por que será que nunca mais ouvi falar num mutirão (ou sou eu que estou isolado do mundo)? Por que será que nunca mais ouvi falar das associações de bairro, ou sou eu quem vive encasulado? Há quanto tempo não escuto dizer que país A prestou, desinteressadamente, ajuda ao país B que sofreu algum contratempo de qualquer ordem?

 

Serão meus ouvidos seletivos e só escutam o que não presta: guerra de facções, países que querem engolir os outros, homens que só pensam em prejudicar os outros para eles próprios crescerem, mentes que se julgam iluminadas querendo impor ordens aos outros como se os algozes vivessem no corpo de suas vítimas, os “donos” do mundo querendo que todos sejamos medidos pela mesma bitola (bem rasinha por sinal) através da invencionice da globalização geral e irrestrita, o mundo parece andar em marcha a ré, alguém está confundindo o freio com o acelerador apesar de se falar na tal de IA (inteligência Artificial) que, segundo dizem, irá comandar o mundo. A pergunta que me fica, mas para a qual parece que Mr. Putim já respondeu, é: quem vai comandar a IA?

 

Arrisco um pouco mais, essa tal de IA só trará desgraça para a população mundial. No meu tempo de moço dizíamos que se aproximavam tempos de “fome, peste e guerra”. O caos. E o caos me lembra de um personagem que todo mundo teme: a ceifeira, mas precisamos parar para pensar um pouco nela que, incansável, trabalha dia e noite sem parar e sem fazer escolhas. Quem se atreve a cruzar-lhe o caminho já sabe qual o destino que lhe está reservado: passar ao cadastro dos não mais existentes.

 

Hoje amanheci amargo. E as notícias que aqui e ali conseguimos pescar nada contribuem para adoçar nossa existência. Tudo é criminalizado pelos outros que não conseguem sequer calçar meus sapatos. Tenho reparado que as pessoas parece não se olharem mais nos olhos umas das outras: será por medo daquilo que poderão ver neles? Há quem diga que o mundo está perdido. Respondo: não, se algo ou alguém perdeu o norte, esse foi o homem que na sua substancialidade vem apodrecendo a cada dia que passa, o mundo não tem culpa das asneiras que o homem comete. O mundo, a natureza, tem sido bem condescendente com esses animais destruidores chamados de seres racionais. Embora aqui e acolá nos dê uma demonstração de seu poder, o mundo é uma existência pacífica, quem o habita é que não vale aquilo que recebe gratuitamente.

 

Creio que vou parar por aqui, pois sinto que o amargor se acentua na medida em que vou pensando o que é e como poderia ser diferente. Sozinho jamais mudarei o mundo, posso ajudar a mudar a civilização, mas essa não se presta a acordos bilaterais: só enxerga a ela mesma, independentemente de quem esteja a seu lado. Tentarei mudar a mim mesmo, mas aço fundido há muito tempo, dificilmente perde a têmpera. Enquanto isso procuro no bolso da calça um bombom.

 

9 A hora da verdade

Parece que, finalmente, o povo brasileiro começa a acordar do estado de letargia que o atingiu durante uns meses em que a política ganhou todas as atenções mais nefastas à sociedade como um todo. Aquele sonho de mudança não se concretizou e, ao contrário da expectativa popular só faz piorar.

 

Logicamente que a população tem seu quinhão de culpa direta no que está acontecendo, pelo simples fato de agir descomedida e irrefletidamente na hora da escolha do time que vai comandar (esperemos que não) o país por longos quatro anos. É tempo mais que suficiente para deixar o país que já foi a 6ª potência mundial em situação de esmolador.

 

Esse despertar, contudo, não significa que a população tenha virado autocrítica de uma hora para a outra, não! O que acontece é que a equipe (ou será melhor dizer o bando) que compõe o atual staff dos corruptos de Brasília começam a dar provas de sua incompetência administrativa para tocar em frente os rumos da nação.

 

Uma das mais altas bandeira levantadas pelo atual desgoverno durante a campanha política foi aquela da “Escola sem Partido” – inventarem trocentas mentiras, levantaram falsos testemunhos, acusaram e puniram professores(as) injustamente – e agora, sem “saber ler nem escrever” o sr. ministro Ricardo Vélez-Rodriguez, que nem brasileiro é, impõe a ideologia boba de um presidente idiota que resolve aliar-se ao império do mal para atacar um país vizinho que sempre manteve relações estreitas e de amizade com o Brasil. É a troca da “Escola sem partido” pela “Escola com Partido” e práticas que refletem a ideologia neonazista que se tem apoderado dos fascistas encubados que existem no país. Talvez essa ideologia tenha surgido por influência dos nazistas a quem governos anteriores deram guarida, sob nomes e identidades falsas, depois do fim da segunda guerra e do julgamento de Nuremberg. Afinal, todo homem tem a capacidade de angariar seus seguidores e até mesmo de multiplica-los, principalmente quando encontra campo propício a tais práticas, como tem sido o caso das “igrejas” ladras dos parcos bens dos pobres brasileiros que na falta de políticas sociais de bem-estar social tentam agarrar-se a uma religião na perspectiva de conseguirem uma melhora de vida. Pobres iludidos.

 

Mas dizia eu do nosso “querido” governo que, para agradecer o esforço populacional para elegê-lo, oferece tudo que há de pior em matéria de políticas destinadas à classe menos favorecida: Reforma trabalhista (acabando com as poucas possibilidades que o trabalhador tinha de imaginar um futuro um pouco menos ruim de hora em diante), Reforma da Previdência (para acabar de vez com o sonho de uma vida um pouco mais prolongada com um mínimo de dignidade conseguido e arrancado a ferros e fogo do capitalismo assolador) para não devolver ao trabalhador tudo aquilo que lhe foi retirado, via impostos e descontos, no período produtivo. Agora que que a velhice chega e o descanso é mais que merecido, o governo simplesmente elimina a aposentadoria ou a torna inalcançável. A possibilidade que outros governos lutaram para criar de colocar na escola/universidade o filho do trabalhador deixa de ser uma realidade, pois, para os atuais mandatários, só estuda quem pode, e em escolas/universidades particulares. Vendem o nosso solo sagrado e tudo que ele contém ao desbarato. Usurpam o que é de todos em benefício exclusivo deles.

 

O povo começa a sentir a necessidade de ir para as ruas, mas infelizmente ainda não é para manifestar, pois o brasileiro é um povo que só pode ser classificado em uma destas classes (cada um o coloque onde quiser) ou ordeiro e pacífico ou frouxo dentro da roupa que veste, esse povo está indo para as ruas para ali fazer morada, para ali viver das migalhas que lhe são jogadas como quem joga comida aos porcos, enquanto o seu presidente num arroubo de solidariedade (mais falsa que uma cédula de 3 reais) oferece ajuda humanitária ao país vizinho.

 

Um governo de desmiolados. Não reconhece Chico Mendes. Rouba indígena, mas garante está do lado das mulheres que, mais que no governo anterior terão que ser recatadas, do lar e vestir amarelo. Um ministro das relações exteriores que faz olhinhos doces ao império do mal de que se diz profundo admirador e nos conduz para uma política de nacionalismo exacerbado. Um ministro da justiça que antes já foi justiceiro, algoz de inocentes e nem sequer é portador da permissão da OAB para exercer a profissão. O ministério da Agricultura foi entregue aos grileiros.  O do trabalho, onde o trabalhador ainda poderia recorrer para e defender dos abusos do capital, foi extinto. A saúde está pelas horas da morte, mas há medicamentos para enviar à Venezuela.

 

Dizem que Momo era desmiolada, folião, alegre, brincalhão e amigo do povo. Espero que acabe de perder o restinho do juízo que ainda lhe resta lá pelas bandas de Brasília e que nossos políticos saibam aproveitar a matéria prima liberada por momo, para ganharem algo para colocarem em suas cabeças, já que mais não seja em montanha de lixo gerado pela má educação do povo brasileiro.

 

E viva o BraZil sem educação ideológica!

 

8 - A irrelevância das provas materiais

Quero trazer hoje, para apontar no meu dedo em riste aquilo que eu considero uma vergonha mundial, um ato de improbidade do legislativo que está sendo praticado há anos no Brasil. Sim, não é de hoje que podemos ler na própria rede internacional de comunicações (WWW) casos que fazem o estômago de qualquer cidadão comum se revoltar.

No dia de hoje (27/01/29), posso ler na Net a seguinte manchete que por si só já me fez provocar o café da manhã que tão gostoso estava:

https://veja.abril.com.br/blog/radar/caso-dos-51-milhoes-em-malas-de-irmao-de-geddel-sera-arquivado/

Por favor, alguém me ajuda a compreender as razões, os motivos que levam a liberar um réu com provas materiais incontestáveis (mas contáveis e contabilizáveis, muito mais se a partilha for equitativa) enquanto se mantém prisioneiro um ser humano (que como qualquer outro pode ter tido suas falhas, não estou aqui para ilibá-lo de todas as faltas possíveis que ele tenha cometido) apenas por suposições de um homem que provou por A+B que apenas desejava um lugar ao sol, esse sol que teimava em se esconder nas provas da OAB.

Não é um soco no estômago, é uma marretada no cérebro de qualquer ser pensante. Por esse motivo chego a acreditar que há teorias erradas: uma delas diz que quanto mais o homem apanha, mais aprende. Mas não é isso que estou vendo! Percebo um "revoltado com a imprensa mundial" e por isso não dar entrevistas no maior e mais importante fórum mundial atual (Davos), mas dizer alto e bom som, no Brasil (para a imprensa amiga) que "lamenta o rompimento da barragem de dejeitos...". Mui nobre presidente, dejeitos é aquilo que o Sr. tem na cabeça e dejeita pela boca.

São pessoas desse calibre que mantém o melhor presidente que o Brasil já teve (o que, repito, não significa que não possa vir a aparecer alguém ainda melhor, mas até este momento ninguém o suplanta) preso e quase incomunicável, mas têm a capacidade de elevar à condição de Ministro de Estado um bando de processados judicialmente, entre eles o do Meio Ambiente que não teve reação ao CRIME acontecido em Brumadinho/MG. São pessoas desse calibre que liberam das grades da prisão um LADRÃO pego com malas (filmadas, divulgadas e até mesmo assumidas) com 51 milhões de reais desviados do dinheiro público. É muita falta de vergonha na cara!

O meu dedo em riste não vai para esse complô (com judiciário e STF e tudo), não! O meu dedo em riste vai direto na cara desses sem vergonha que cuspiram no prato em que comeram e se revoltaram contra quem lhes havia tirado da miséria absoluta. O ditado está certo: "Quem passa fome, com pouco se lambuza". Muitos pobres acharam que já eram classe média e que como tal já faziam parte da elite, só porque um governo lhe deu a possibilidade de ter três refeições/dia, quando antes vendia o almoço para comprar a janta (quando tinha).

"Brasil, mostra atua cara, quero ver paga..." todas as desgraceiras que estão por chegar nessa desgraça de desgoverno. Não quero ler lamúrias e arrependimentos. Quero ver gente nas ruas gritando o já surrado slogan do "Fora alguém". Desta vez quero escutar, participar e reforçar o fora extrema direita, fora fascistas, fora ladrões absolvidos, "FORA BOZÓ" e toda a camarrilha.

 

 

7 - O texto de hoje não é meu MAS ME REPRESENTA

 

Uma carta aberta enviada pela professora Márcia Friggi à atual Ministra Damares precisa ser lida, refletida, divulgada e principalmente aplaudida de pé. Ela diz absolutamente tudo que eu gostaria de dizer a essa senhora que pensa que lida com todos os brasileiros, como lida com seus adestrados seguidores da religião (?) que ela professa. Não pretendo me alongar mais. Eis a missiva da professora Márcia:

 

CARTA ABERTA A DAMARES ALVES, EXCELENTÍSSIMA MINISTRA DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS

Senhora Ministra, ontem eu também fiz brincadeiras em decorrência do seu polêmico vídeo. Brincadeiras e deboches também são formas de resistência. Sua postura e suas falas, entretanto, exigem uma análise séria e demandam respostas.

Há tempo observo seus vídeos que circulam na Internet e, como professora, sinto-me profundamente ofendida e humilhada. Venho percebendo seu empenho em colocar a sociedade contra a educação brasileira e seu magistério. Para ilustrar o que afirmo, além dos links de dois vídeos que seguem abaixo deste texto, vou citar algumas das suas afirmações que me têm deixado triste e profundamente revoltada. Sobre o famoso “Kit Gay”, Senhora Ministra, que jamais existiu e a senhora sabe disso, tratava-se na verdade, do “Projeto escola sem homofobia”, que seria voltado para os professores, não para os alunos. Nesse projeto, sequer havia o livro “Aparelho sexual e Cia”. Projeto esse que foi vetado pelo governo federal em 2011, devido ao fato de ter sido alvo de críticas dos setores conservadores, os quais a senhora faz parte. Aproveito para alertar que muitas das escolas brasileiras, sequer possuem biblioteca, a minha é uma delas. O que temos, no momento, é uma Kombi doada pela comunidade escolar e transformada em biblioteca através de um projeto meu.

Frequentemente a senhora usa suas falas, nos púlpitos das suas igrejas, para denegrir o trabalho dos professores e para nos colocar como responsáveis pelos problemas de uma geração, inclusive nos ataca como agentes de “perversão” e “doutrinação”.

Em um dos seus vídeos, a senhora menciona um material que supostamente faria apologia ao sexo com animais. Senhora Ministra, talvez a senhora não conheça muito bem a regulamentação do exercício do magistério. Nós, professores, somos fiscalizados pelos nossos superiores: coordenação, direção e secretarias de educação. Os materiais que utilizamos, os livros escolhidos e até mesmo as nossas provas, são analisadas e aprovadas pelas instâncias superiores antes que cheguem aos os alunos.

Nesses vídeos a senhora também se refere a um “suposto projeto” de 2004 e com tom irônico, a senhora fala: “Não posso falar o nome da prefeita, não posso falar que ela é do PT e também não posso falar que foi esposa do Suplicy, mas juntamente com o grupo GTPOS, ela gastou mais de dois milhões de reais num programa”. Programa esse, ao qual a senhora afirma ter sido atribuída a função de promover, nas creches, o incentivo a ereção e masturbação de bebês de sete meses. Com essa sua fala, a senhora coloca os pedagogos e pedagogas que trabalham com a educação infantil na condição de criminosos, mais do que isso, na condição de doentes pervertidos. Meus colegas pedagogos, senhora ministra, que tão atenciosamente cuidam das nossas crianças e neste momento abro um parêntese para lembrar a heroica professora Helley Abreu Batista que morreu, com 90% do corpo queimado, após retirar seus alunos de um salão em chamas e de lutar contra o vigilante que ateou fogo à creche, em Janaúba, norte de Minas Gerais, em 2017. Meus colegas pedagogos, senhora ministra, jamais cometeriam esse crime, nem mesmo sob tortura.

A senhora, nos seus ataques, sempre focou a educação e o magistério brasileiro, esse foco não é inocente, é estratégico. Desmoralizar, humilhar, deslegitimar e demonizar os professores, colocar a sociedade contra nós e contra a educação, só nos enfraquece ainda mais. Como se já não bastassem nossos baixos salários, a falta de condições estruturais, a ausência e a falta de incentivo a bons cursos de formação continuada. Como se já não bastasse o desrespeito e a violência com que somos tratados em nossos atos de protesto, paralização e greve, enquanto políticos protegidos e aquartelados, debocham das humilhações das quais somos vítimas. Ao nos enfraquecer, a senhora enfraquece a educação e isso lhe é extremamente útil e providencial. Um povo sem acesso à educação de qualidade é muito mais fácil de “doutrinar”, de transformar em “ovelhas”, em “inocentes úteis” e nós sabemos muito bem onde, verdadeiramente, vem ocorrendo a “doutrinação” no Brasil e sob que circunstâncias e métodos.

Vou falar brevemente, Senhora Ministra, sobre o que fazem os professores para muito além das suas atribuições. Somos nós que, na maioria das vezes, descobrimos quando um aluno possui deficiência visual, porque na sala de aula temos parâmetros de comparação. O aluno está sentado na mesma distância do quadro em que estão seus colegas, mas franze a testa, comprime os olhos. Somos nós que chamamos os pais e alertamos.

Muitas vezes, Senhora Ministra, somos nós que percebemos um problema mais grave. Nossos olhos treinados e experientes conseguem detectar o aluno ou aluna que se isola, nega-se a realizar trabalho em grupo, não participa do recreio, tende a ficar no mesmo lugar e realizar movimentos repetitivos com o corpo. Somos nós que alertamos os pais e depois da avaliação médica, enquanto a família vive o luto de um diagnóstico de autismo, por exemplo, nós professores seguimos trabalhando métodos e estratégias para incluir esse aluno da melhor forma possível.

Somos nós, Senhora Ministra, que muitas vezes percebemos a automutilação em alguns alunos e ela não se deve ao nosso trabalho de “doutrinação” como a senhora tenta afirmar, ao dizer que confundimos nossas crianças com a “ideologia de gênero”. Os adolescentes que chegaram até mim com automutilação, viviam um cotidiano familiar desestruturado. Desestruturado no seio da “família tradicional” que a senhora tanto defende. O que a senhora propaga e demoniza como sendo “ideologia de gênero”, na realidade do chão da sala de aula, Senhora Ministra, é a exigência do respeito, é o cuidado para com todos os alunos, é a luta contra o bullyng que pode destruir emocionalmente um aluno e até levá-lo ao suicídio, é a educação contra a cultura do estupro e do machismo. Nós enfrentamos salas de aulas superlotadas, lidamos com as particularidades de cada aluno e incentivamos o respeito para com todos, sem o qual, não seria possível ministrar uma aula.

Somos nós, Senhora Ministra, que percebemos pela postura corporal, pelo silêncio, pelo olhar triste de quem suplica por socorro, quando uma criança ou adolescente é vítima de violência sexual, violência essa, normalmente sofrida no seio da “família tradicional”. Somos nós, Senhora Ministra, que conversamos com essa criança, que ouvimos o relato do seu sofrimento, que tomamos as providências, que chamamos o conselho tutelar e somos nós que acompanharemos essa criança ou adolescente com atenção e cuidado redobrados.

Finalmente, Senhora Ministra, são inúmeras as nossas atribuições, às quais nos entregamos com amor e seriedade, respeito para com nosso diploma, para com nosso juramento e para com a instrução conquistada através da disciplina, do estudo e da leitura que, certamente, não foi adquirida no espaço do whatsapp.

Somos nós, professores, que olhamos, cuidamos, educamos, instruímos e ensinamos as crianças e jovens deste país. Somos nós que protegemos essas crianças e jovens quando a família falha e quando o Estado falha.

Esta minha carta aberta tem dois objetivos: pedir-lhe mais respeito para com a classe do magistério. Venho também, oferecer-lhe um conselho, desça dos seus delírios fakes, Senhora Ministra, pise no chão e encare a realidade. Porte-se com a seriedade que a importância do seu cargo exige. Deixe assuntos fúteis como cor de roupa adequada para seus colóquios no púlpito da igreja. No exercício da sua atual função como ministra, olhe para o magistério brasileiro com olhos da verdade. Olhe pelos quase seis milhões de crianças sem o nome do pai nos seus registros. Encare a quinta maior taxa de feminicídio no mundo e que vem aumentando assustadoramente, alimentada pela cultura do machismo e da violência. Olhe para os milhões de mulheres que, longe da família tradicional, criam seus filhos sozinhas e com dignidade. Olhe para as crianças e jovens que estão nas ruas, Senhora Ministra. Lembre-se que essas crianças não se perdem na rua, foram perdidas dentro de casa, no seio das famílias tradicionais ou não e negligenciadas pelo Estado, as ruas apenas as adotam. Olhe para os LGBTs e às violências que têm sido vítimas. O Brasil é o país quem mais mata LGBTs no mundo e temos visto esse número aumentar, incentivado pela cultura da intolerância.

A senhora deve estar se perguntando: “Quem é essa professorinha petulante que me escreve essa carta aberta”? Vou facilitar para a senhora, vou me apresentar. Sou Marcia Friggi, poeta e professora de Língua Portuguesa e Literatura do Estado de Santa Catarina. Exerço meu cargo após ter sido aprovada em concurso público, submetida a rigorosos exames médicos periciais, além de ter passado pelos três anos de estágio probatório. Sou aquela professora que foi violentamente agredida por um aluno em 2017, caso que teve repercussão nacional e internacional. Sou a professora que, após violência física, sofreu linchamento virtual por parte dos que comungam das suas ideias. A professora que teve sua imagem com o rosto ensanguentado, usada sem autorização, pelos mesmos que me atacaram virtualmente, para promover a campanha política eleitoral do seu candidato.

Naquele período, visitei o inferno e sobrevivi. Sobrevivi à depressão, à fobia social, a crises de ansiedade, à insônia e à vontade de morrer. A tudo isso, talvez se deva a minha ausência de medo. Eu não tenho medo porque sou uma sobrevivente, porque na minha casa não há uma agulha sequer que não tenha sido comprada com o suor do trabalho honesto. Não tenho medo porque não ocupo e nunca ocupei cargo comissionado. Não tenho medo porque nunca dependi de favores políticos. Não tenho medo porque pelas minhas mãos jamais passou dinheiro público. Finalmente, Senhora Ministra, não tenho medo porque se ao seu lado está o governo atual e suas “ovelhas”, do meu está o mundo. Do meu lado está um mundo inteiro que não aceita mais retrocesso. Um mundo que deseja respeito para com todas as pessoas. Um mundo que não aceita mais discriminação, intolerância, preconceito, machismo, homofobia, xenofobia. Um mundo que deseja que uma mulher possa terminar um relacionamento sem ser agredida ou morta. Um mundo que respeita a vida e a natureza. Um mundo que se pretende mais humano, justo e igualitário. Não tenho medo, Senhora Ministra, porque minha militância pelas causas que considero justas sempre foram exercidas nas ruas e no espaço virtual, nunca na sala de aula. Não tenho medo, Senhora Ministra, porque sou adepta da paz e minha única arma é a palavra e é dela que venho me utilizando como um instrumento de amor à vida, à liberdade, à arte e à resistência. Já participei de algumas coletâneas como escritora, minha última participação foi no “Mulherio das Letras”, o que muito me honra. Neste ano de 2019, lançarei meu primeiro livro de poesia, no qual estão muitos dos meus poemas de cunho social e resistência. Está também, entre meus projetos mais importantes, o livro sobre “denúncia dos flagelos que sofre o magistério brasileiro”, o qual percebo de suma importância, considerando os constantes ataques e humilhações a que somos submetidos.


Ainda nos veremos, Senhora Ministra, nas batalhas pacíficas da vida, das quais eu jamais fugi.

 

6 Há que cuidar para não desmerecer!

 

Eis o primeiro escrito de um ano sobre o qual não tenho a menor das expectativas, 2019, daí a sua localização nesta seção que põe o dedo em riste.

 

Primeiramente, Fora Bolsonaro, eu sou resistência. Durmo com a cabeça apoiada num livro de História – que me serve de duas peças importantes do quotidiano do povo: serve-me de travesseiro para poder repousar com mais conforto e serve-me de muleta quando preciso argumentar algum fato do qual não tenha tanta segurança (nos dois casos, passe a metáfora).

 

Em segundo lugar, percebo pelo vejo na mídia alternativa que o discurso do homem foi um festival de indicativos de retrocesso ao ano de 1964 – o que, aliás, já se esperava e do qual, pelos extratos que escutei se destaca a meritocracia. Ou seja: no seu governo, pobre não terá vez. Pobre não poderá pagar universidade, pobre não poderá deslocar-se de avião para não atrapalhar e enojar os riquinhos; pobre não terá direito a educação básica de qualidade, já que mais não fosse a permanência do modelo atual, pois o empossado não vai mais garantir verbas suficientes para tal, além de acusar os professores que certamente perseguirá e o modelo que diz ser marxista.

 Pobre só poderá trabalhar, até mesmo em regime de escravidão, para satisfazer os desejos da classe exploradora deste país que tem vivido na obscuridade, mas que agora poderá, abertamente, negociar escravos para as suas feituras!

 

À oposição, hoje representada pelas esquerdas unidas (PT, PCdoB e PSOL) resta a resistência ferrenha, investigativa e denunciadora de todos os desmandos (que já começaram antes da posse) e brigar para que esse desgoverno de um homem classificado de “imbecil” pela mídia espanhola e de “idiota” pela francesa, dois títulos que cabem muito bem, não faça mais desacatos que aqueles já cometidos, pois as promessas são muitas.

 

Mas não adianta a oposição pela oposição. É necessário que seja uma oposição consciente, conscientizadora e geradora de setores pensantes e multiplicadores de um pensamento mais crítico, socialista, mais humanitário, que ajude, nas próximas eleições a erguer bem alto o pavilhão da democracia. O que aí temos implantado a partir de hoje não passa de uma reles ditadura que busca esconder-se na pele de uma democracia capenga, autoritária, excludente e principalmente assassina.

 

Por isso o meu dedo em riste!

 

 

 

5 AFINAL, O QUE SOMOS?

De acordo com o jornal o Globo, de 07/12/18, "A futura Ministra (?) dos Direitos Humanos diz que homens e mulheres não são iguais e critica 'teoria de gênero'".

Sra futura(?) Ministra, a Sra é a tradução quase perfeita da descrição feita pelo urubuzento Michel Temer quando disse que a mulher tem que "ser bela, recatada e do lar", um ser submisso, acéfalo, obediente e pronta para a reprodução (embora perceba que neste quesito o seu período já passou).

Que a Sra se sinta inferior aos homens é um problema que, a meu aviso, pode ser tratado clinicamente, afinal os psicólogos não se formam para cuidar de pessoas sadias. Por outro lado, se a sua submissão lhe permite atingir o ponto culminante de aderir ao fascismo, aí a questão já é totalmente diferente, tem mais a ver com o caráter e principalmente com educação, pois, a assim ser, a Sra deve ter passado a quilômetros de distância dos livros de História.

A Sra se diz professora e ter trabalhado com meninos e meninas de rua, são palavras suas. Atitude louvável, trabalho digno, mas se o que aprendeu dele foi, segundo as suas próprias palavras: "Quando a teoria de gênero vai para a sala de aula e diz que todos são iguais e que não tem diferença entre menino e menina, as meninas podem levar porrada, porque são iguais aos meninos. Somos frágeis, mas somos muito especiais, fazemos coisas que eles não conseguem fazer", deixe-me dizer que a Sra entendeu bem pouquinho do que seja ser professor. Vou mais longe: a não ser da sua boca, eu, enquanto professor, nunca ouvi nenhum colega meu dizer, por mais que seja discutindo a teoria de gênero, que meninas podem levar porrada, porque são iguais aos meninos.

Sra futura(?) ministra: meninos e meninas são iguais na sua essência, no seu ser, no seu humanismo, apesar das diferenças estéticas de seus corpos e da própria configuração orgânica, mas têm, Sra futura(?) ministra, direitos iguais, deveres iguais, logo precisam ser tratados como iguais, respeitando sim as diferenças. A Sra diz que os meninos precisam levar flores para oferecer às meninas - bela atitude - mas me aponte apenas um único motivo para que a recíproca não possa acontecer!! Será que apenas as senhorinhas sabem apreciar o que é bonito e cheiroso, ou isso tem a ver com a sua orientação política, Sra futura(?) ministra? A sra chama a isso "revolução cultural" e com essa revolução dos cravos - Ah! perdoe-me, essa revolução aconteceu em Portugal, mas não foi para diferenciar meninos de meninas nem muito menos "para proteger as crianças, as grávidas e mostrar que uma nação que teve uma mulher presidente da República tem tudo para ser o melhor país do mundo para mulheres". Sabe, a Sra dá uma no cravo outra na ferradura. Para falar na MULHER que foi presidenta do Brasil, a Sra, futura (?) ministra, precisa retomar seus estudos, rever mais os conceitos científicos e compará-los com esses oriundos da religião que a Sra futura(?) ministra professa (e que eu respeito como a outra religião qualquer), principalmente no que diz respeito à igualdade entre homens e mulheres, pois ao que parece, para a Sra futura (?) ministra um homem é um homem e a mulher é um bichinho de estimação. 

 

4 GUERRA NA EDUCAÇÃO

Há horas em que o desânimo bate muito forte.

Considero-me, talvez erradamente, um lutador pela educação gratuita e de qualidade para todos e não apenas para alguns como o atual desgoverno quer fazer engolir e por esse motivo vivo em permanente tensão com os anúncios que vão surgindo, a passos cada vez mais amiudados, sobre essa minha área de interesse. Já produzi pesquisas, já escrevi artigos, tenho participado de discussões e quando penso que estamos avançando na questão vem o capitalismo e nos dá mais uma "foiçada" nas pernas pequenas para caminho tão grande.

 

É do senso comum que a nossa educação não avança rumo à qualidade por conta de uma briga de interesses entre o público e o privado. Desde a primeira LDB (4024/61) que o confronto se estabeleceu em definitivo, pois agora teria força de lei. Mas entre brigas e falsos abraços, os lutadores pela educação pública sempre buscaram ganhar terreno no campo que lhes é pertinente, mas chega o momento em que é preciso saber descansar as armas, limpar as lentes dos óculos de proteção e observar o terreno atentamente.

 

Nestes últimos dias, principalmente depois do anúncio da nova Base Nacional, tenho desenvolvido mais a perscrutação e daí ter resultado este persistente estado de desânimo. Não é, para mim, nenhuma novidade a existência de entidades que sob a capa do “samaritanismo” não têm outro objetivo que não seja a captação da maior quantidade de dinheiro do trabalhador brasileiro pelas formas diretas (oferta de cursos) como até pela forma mais indireta (através da captação de dinheiro público junto ao governo sem vergonha que lhes passa o fruto do nosso suor, pago com uma altíssima taxa de juros e demais impostos). Pouco a pouco, essa fundação foi transformando seu idealizador em um dos homens mais ricos do país.

 

Ontem, zapeando pela web, localizei o artigo (que indico abaixo) que me dá conta de mais um interessado no seu, no meu, no nosso suor: a tal da Kroton Educacional. Se até aqui a galinha dos ovos de ouro era o ensino superior e as pós-graduações, a coisa agora complica e, justamente por isso, me desanima: O novel foco dos dentes afiados do capital estão voltados para a educação básica, sim, você leu certo, o novo alvo é a educação básica. Podemos, pois, esperar para os próximos dias, o anúncio do ensino público – em geral – no Brasil. Só quem tiver condições financeiras (e não só) poderá estudar e frequentar bons cursos, os pobres, os menos bafejados pela sorte, terão que dispor de parte do pouco que lhe é oferecido em troca pela sua mão de obra, para fazer algum curso que seja do interesse do capitalista e não mais.

 

Se você fizer uma leitura do anunciado pela tal de Kroton Educacional irá levar um tremendo soco no estômago, como eu levei, e perceberá que o capital não está para brincadeiras, pois para terem maior domínio do setor da educação básica estão comprando todas as editoras de livros didáticos que, por elas mesmas já não eram a última flor do lácio. Este artigo que lhes trago merece muitas mais reflexões e mais aprofundadas, mas em atenção ao espaço de que disponho, prefiro ir comentando aos poucos para não cansar vocês e ter tempo de ir organizando as ideias.

 

Desejo que façam boa leitura, mas recomendo a medicação preventiva contra enjoos.

 

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/78-noticias/578444-kroton-educacional-em-termos-de-educacao-publica-nunca-experimentamos-um-inimigo-com-uma-forca-social-tao-concentrada-como-esse

 

3 FALANDO O QUE MUITOS NÃO TÊM CORAGEM DE DIZER

Este é um texto adaptado. A autoria conhecida é de Victor Hugo Bernardino, portanto, a ele os máximos louros, da minha parte contento-me com a reflexão que meus leitores possam realizar.

 

Estou cansado !!!

 

Tenho 69 anos e estou cansado. Exceto um breve período na década de 60, quando fiz o meu serviço militar, tenho trabalhado duro desde que eu tinha 12 anos. Trabalhava 50 horas por semana, e não caí doente em quase 50 anos. Tinha um salário razoável, mas não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento. Eu trabalhei pesado para chegar onde estou, e cheguei economizando muito, mas estou cansado, muito cansado.

 

Estou cansado de que me digam que eu tenho que "distribuir a riqueza" para as pessoas que não querem trabalhar e não têm a ética de trabalho. Estou cansado de ver que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força, se necessário, e o dá a vagabundos com preguiça para ganhá-lo. Não, não sou de direita, sou de esquerda, mas para mim a divisão da renda precisa ser feita entre aqueles que produzem. O ser humano tem o direito à vida, mas também tem a obrigação de produzir os meios de produzi-la e de mantê-la.

 

Estou cansado de tanta vergonha política, apenas porque os homens perderam a noção do razoável e perseguem os seus desejos nababescos por sobre as carcomidas carcaças de seus semelhantes.

 

Estou cansado de ler e ouvir que o Islamismo é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos a matar suas irmãs, esposas e filhas pela "honra" da sua família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infração; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são "crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes, vítimas de estupro, até a morte, por "adultério"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei Sharia diz para eles o fazerem.

 

Estou cansado de saber do assassinato diário de pobres, pretos e putas (agora também os LGBT’s e indígenas) apenas por serem minorias que reivindicam seu direito de estar neste planeta. Estou cansado da hipocrisia de alguns que envenenam os demais apenas para engordarem contas que deixarão atrás deles na viagem definitiva.

 

Estou cansado de que me digam que, por "tolerância para com outras culturas", devemos deixar que Arábia Saudita e outros países árabes usem o dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas madraças islâmicas, para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá e, enquanto que ninguém desses países está autorizado a fundar uma sinagoga, igreja cristã ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor, tolerância e paz.

 

Estou cansado de que me digam para eu baixar o meu padrão de vida para lutar contra o aquecimento global, o qual não me é permitido debater.

 

Estou cansado que me digam que os toxicodependentes têm uma doença, e que eu tenho que ajudar no seu tratamento e pagar pelos danos que fazem. Eles procuraram sua desgraça. Nenhum germe gigante os agarrou e encheu de pó branco seus narizes, ou à força injetou porcaria em suas veias.

 

Estou cansado de ouvir ricos atletas, artistas e políticos de todos os partidos, a que chamo papagaios, falarem sobre erros inocentes, erros estúpidos ou erros da juventude, quando todos sabemos que eles pensam que seus únicos erros foi serem apanhados. Estou cansado de pessoas sem senso do direito, sejam elas ricas ou pobres e de justiça que não funciona.

 

Estou realmente cansado de pessoas que não assumem a responsabilidade por suas vidas e ações. Estou cansado de ouvi-las culpar o governo e a sociedade de discriminação pelos "seus problemas."

 

Também estou cansado e farto de ver homens e mulheres serem repositório de pregos, pinos e tatuagens de mau gosto, tornando-se assim pessoas não-empregáveis e, por isso, reivindicando dinheiro do governo (dos impostos pagos por quem trabalha e produz).

 

Sim, estou muito cansado. Mas também estou feliz por ter 69 anos, porque não vou ter de ver o Mundo que essas pessoas estão CRIANDO.

 

Mas estou triste e penso: que futuro para netos e filhos ainda bastante novos. Graças a Deus estou no caminho de saída e não no caminho de entrada.

 

Não há maneira de isto ser amplamente divulgado... A menos que cada um de nós colabore, enviando e ganhando força para contrariar esse (mau) caminho que o Mundo, por força de (péssimos) governantes, nos está proporcionando.

 

Resta-nos uma chance de fazermos a diferença com o fôlego que nos resta:LUTAR

 

 2 EVITANDO CONFUSÕES

04/04/18

Não diferente de muito dos dias já vividos, hoje amanheci com a "macaca"! As notícias que apontam a degradação da educação no país e ainda mais aquelas que apontam diretamente para o professor têm o dom de me deixar reflexivo/irritadiço. Mas vamos nós ao dedo em riste.

Quero acusar meus pares (calma não estou generalizando, mas o percentual atinge quase esse nível) de terem um olhar unidirecioal, isto é, olham só para um lado, esquecendo totalmente o outro. Ou são piagetianos, ou freirianos e aqueles que me parecem os piores são os que se dizem marxistas. A uns e outros quero fazer uma simples pergunta: Por que se utiliza o termo "PRÁXIS" e não Teoráxis?

Já estou escutando as mais diversas explicações, só não compreendo que eles não entendam que se diz "práxis" justamente por se tratar da teorização de uma prática e não "teoráxis" por ser a prática de uma teorização. Por isso, Nóvoa diz que nada substitui a prática de um bom professor em sala de aula. Fosse a "teoráxis" e ele seria obrigado a dizer que nada substitui a teoria do professor em sala de aula.

Perguntem ao Paulo Freire!

Mas não fiquem na pergunta (teorização), pratiquem o que ele recomenda!

 

1 EDUCAÇÃO INCLUSIVA

28/03/18

O primeiro dedo que quero apontar, em riste, nasce na leitura de material que me dá conta do aumento que se vem registrando no número de crianças portadoras de necessidades especiais. Este é o resultado de pesquisas realizadas no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos e que nos traz a triste notícia que em breve 1 em cada 45 crianças será portadora de necessidades especiais. É um fato.

 

Mas onde é que o meu “dedo em riste” vai cutucar: justamente na educação infantil, mais precisamente nessa chaga chamada educação inclusiva. A primeira denúncia vai no sentido de fazer com que percebamos que não existe educação que não seja inclusiva, pois se ela o não for, será tudo, menos educação. Neste caso a “teoria” da educação inclusiva é mais uma falácia para impor comportamentos ao professor e para evitar gastos ao governo.

 

Defendo que a educação escolar cumpra com sua finalidade precípua, sem invenções que a façam transbordar, como assevera um patrício meu. No caso a educação para as pessoas com necessidades especiais precisa ser ofertada em estabelecimentos preparados para essa finalidade e por profissionais altamente qualificados para lidarem com as necessidades.

 

NÃO, não concordo que os alunos especiais devam ser educados no mesmo ambiente que aqueles que não têm necessidades – os ditos normais, principalmente nas nossas escolas despreparadas tanto no aspecto estrutural, como naquele tão importante ou mais que esse, o do pessoal apto a atender essa demanda. Os nossos cursos de formação de professores, estão preparando para o atendimento a essa clientela? Como um professor que já está sobrecarregado de tarefas para aplicar junto aos ditos “normais” vai poder dispender seu tempo para ficar correndo atrás de um hiperativo (para não ir mais longe)? Das duas... ambas. Ou ele desiste de realizar uma ou outra atividade, ou, o mais comum, é ele procurar outro emprego pois não dá conta de tanta responsabilidade. E a culpa não é, absolutamente, dele. Estes governos que dizem que não podem “gastar” com educação, são os responsáveis por criar essas situações com as quais trabalham dos dois lados: à população dizem que estão oferecendo condições de educar seus filhos portadores de necessidade especiais, aos professores empurram mais trabalho e dizem que vão trabalhar por amor, ou que procurem outra coisa. É a desmotivação total, que afasta os jovens do magistério, o que muito apraz ao capitalismo que assim vê crescer a necessidade de uma educação privada, cara, que só quem tem poder aquisitivo pode enfrentar para se tornarem os dirigentes do país de analfabetos que se estará gerando.

 

Voltando sobre o ponto, quero deixar claro que defendo a existência das APAES e de todo e qualquer tipo de educação especial, financiada pelo poder público e com profissionais altamente qualificados em cursos especiais para essa finalidade. Investir em educação de qualidade não é só fingir que se está fazendo o melhor, é preciso investir maciçamente para que os objetivos possam ser efetivamente alcançados. Injetar dinheiro público na educação, não é gasto, é investimento com retorno garantido e bem elevado.

 

Considerando que todos somos especiais, à nossa maneira todos o somos, pois não somos iguais ao nosso vizinho a não ser nas características físicas que distinguem os seres humanos, todos precisamos ser incluídos nessa sociedade desejada pelos poderosos. O sucesso ou o fracasso dessa nossa inclusão deve-se muito mais aos métodos que aos meios utilizados para esse fim. Para defender esta tese basta observar o “serviço” que cada tendência pedagógica prestou à formação do homem para uma determinada sociedade. No brasil, assim mesmo com letra minúscula, a sociedade que interessa – isto é, o homem que interessa – é a analfabeta funcional, mais que isso já causa transtorno aos desejos "elíticos". E é nessa e contra essa necessidade que as tendências lutam. Vejam, os pensadores idealizam numa educação crítica, formadora do homem pensante e capaz de resolver parte dos problemas com os quais se depara, mas elite política, nada interessada nisso, contrapõem o desmantelamento dos espaços de construção dessa crítica e abençoa a prática da educação a distância como a melhor modalidade para formar nosso futuro trabalhador, aquele que jamais questionará a cangalha e a chibata.

 

Então, finalizando: levanto a bandeira: Uma escola especial, com profissionais especiais para atender a demande de educação escolar de pessoas portadoras de necessidades especiais  

 

ABERTURA

É chegado o momento em que vou literalmente chutar o pau da barraca, deixando de lado o "politicamente correto" e falar aquilo que sinto, penso e, em alguns casos, pratico. Não quero parecer e muito menos ser hipócrita para estar prestando um desserviço e ficar de sorriso patético no rosto apenas para satisfazer o status quo. Cansei.

Todos nós sabemos onde mora o "monstro" que assola a educação, mas continuamos a recear o enfrentamento. Falta-nos a coragem de ir até a entrada da caverna onde ele se esconde e gritar lá para dentro: "Sei quem és, onde estás e o que fazes. Vem, vou enfrentar-te". O comodismo é praia para a maioria dos docentes e que não me venham com os velhos jargões: "faltam condições", " somos mal pagos", dentre outros que, mesmo sendo verdadeiros não podem e nem devem moldar o meu modo de ser; eu que preciso mudar essas condições, criar situações que facilitem essa transformação. Esta é uma das faces do monstro que vou desafiar e que trago apenas para introduzir as pancadas que se seguirão.

Tenho consciência que vou gerar muitas reações, umas positivas e outras negativas, mas ainda assim, prefiro a crítica e/ou o apoio a continuar a escrever textos que apenas refletem o pensar alheio carregado de tendenciosismos que se alinham com a exploração pela elite capitalista.

Como método para a apresentação das ideias/discussões ouso anunciar um desengonçado anarquismo, visto aqui como uma ideologia política que se opõe a todo tipo de hierarquia e dominação - ou seja, para o lado onde estiver voltado, atirarei, tentando, contudo, manter alguma coerência organizacional. Assim, por exemplo, começarei seguindo (mais ou menos - lá vem o anarquismo) a seguinte lista:

  1. Escola: visão geral; estrutura; quem está dentro dela - equipamentos, funcionários, professores e alunos.
  2. Alunos: portadores ou não de necessidades especiais;
  3. Família: responsabilidade; relação com a escola; relação social.
  4. Professores: formação; fazer pedagógico; tendências seguidas.
  5. Administração escola: posturas ideológicas;
  6. Legislação: pertinência ou impertinência a um programa que vise o desenvolvimento sustentável do país.

É muita pretensão, mas tentarei, na medida do possível trazer para reflexão aquilo que sempre senti e que nem sempre consegui espaço para afirmá-lo.

Agora, enquanto os meus leitores se preparam para futuras leituras, vou ali construir o meu primeiro "DEDO EM RISTE". Até Já!