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01 ABRIL 2022

DEPRÊ

Há quem brinque com o estado depressivo do parceiro, amigo, conhecido ou desconhecido, sem saber, por certo, a angustia que a pessoa sofre. Estou saindo de uma que me atingiu num grau bastante elevando no quesito profundidade. As condições de saúde, de um modo geral, foram o principal estopim para que a tal de depressão se instalasse. Imagine apenas a realidade de quase cinco anos num sistema de hemodiálise (agulhas três vezes por semana) e as limitações de toda sorte que lhe são impostas: sem poder tomar um copo d’água daquele tamanho, sem poder comer aquela gostosura que você adora, sem poder usar o braço no qual você mais confiava, sem poder comer todas as frutas que você adora, sem poder viajar a seu prazer, sentindo seus músculos deixarem de lhe responder do jeito a que você estava habituado...

Não, não me maldigo por isso, pois tenho consciência que existem pessoas vivendo (?) em condições bem piores que estas minhas e vivem, pelo menos vão levando seus corpos castigados até a hora do juízo final. O ruim é quando parece que todo o universo conspira contra você. Pode ser um aviso, uma lição, um alerta... Imaginem que depois de tanto sofrer (limitações) - imaginem, não queiram experimentar, que uma tal de dengue – aquela com quem muita gente costuma brincar – venha se juntar ao seu estado já combalido. É um tombo muito grande e significativo no seu estado geral, tudo parece desmoronar ao seu redor. Se já não estava bem, imagine o resultado dessa soma catastrófica: você perde a vontade de comer, de levantar, de acordar... de viver! Você perde, inclusive o equilíbrio não só posicional, como emocional.

Quando o seu astral está no mais baixo nível, admita a possibilidade de piorar ainda mais, ao receber, no mesmo dia, a triste notícia da partida rumo ao plano superior daquele ser querido que um dia lhe deu a sua vida. Você precisa ser muito forte para enfrentar todos esses reveses. No meu caso perdi temporariamente a minha memória, por mais temporariamente que tenha sido. Não conseguia formular uma frase completa, pois faltavam-me as palavras, tinha lapsos de memória de tamanho variável e até a leitura me era difícil de realizar e mesmo de entender. Antevi a morte. Dei alguns passos caminhando com ela lado a lado, dialogando e tentando descobrir se era chegada a hora ou se se tratava apenas de um aviso de que preciso ter mais atenção com o que faço nestes momentos que ainda me restam por aqui.

Hoje, alguns dias depois do pico de angustia e depressão, graças ao apoio familiar e da equipe médica que me acompanha, estou retornando à antiga forma, ou seja, à forma anterior à deprê, na qual vivia restritivamente, mas com alguma qualidade de vida. Não posso, contudo, admitir que voltei a ser o mesmo, isso é impossível, pois a experiência deixou marcas que são irremovíveis. A pior sequela que acredito tenha ficado – a menos que seja preciso aguardar um pouco mais para fazer um diagnóstico mais conclusivo – é aquela que me limita um pouco mais, intelectualmente – pois ainda faço grandes esforços para localizar as palavras mais acertadas para expressar os meus sentimentos, pensares e reflexões. Canso, facilmente, ao buscar construir um pensamento lógico um pouco mais aprofundado, mas em contrapartida acredito que ganhei em qualidade na análise que necessitar fazer, pois creio que ganhei a possibilidade de visitar com muita mais facilidade os primórdios da minha existência e tecer caminhos e redes de processos desenvolvimentistas que não conseguia ver com tanta perfeição, principalmente olhar de frente algumas cicatrizes que a vida foi deixando em minha existência.

Preciso, agora, caminhar com a calma necessária para não fazer algum tipo de mistura que venha atrapalhar as ideias que, malgrado tudo, continuam a germinar, faltando só um bom bocado de coragem para passar para o papel todo o amalgama e a profusão de “coisas novas” (jamais refletidas, ou, pelo menos não analisadas por este novo prisma que agora se me apresenta). “A verdade” começa a mostrar o seu lado ideológico e a abrir o flanco à dúvida, permitindo a possibilidade de se analisar o contraditório, como possibilidade de ser o certo. O absolutismo das minhas convicções deixou de ter razão na única possibilidade de guiar meus passos, pois, adiante, pode existir o abismo. Continuo sendo um homem de convicções, mas já me considero mais ponderado, menos apegado ao meu único pensar e ponderando com um pouco mais de complacência o ponto de vista dos meus concidadãos e seus pensares. Talvez até continue não acreditando plenamente no dizer deles, mas muito mais propenso a escutar e ponderar e a respeitar mais o direito que eles têm de pensar à sua forma. O meu dever, nesta situação não será ensinar a pensar diferente, quando não apresentar uma alternativa que lhe permita fazer suas escolhas que, no fim de todo o processo representam a nossa razão de ser.

Hoje, acredito que mais maduro (coisa que já deveria ter acontecido há mais tempo, pois já não sou nenhuma criança) chego a lamentar o que não fiz. Jamais me arrependerei do fiz, simplesmente lamentarei não ter feito tudo que poderia ter feito. Vida que passa, lições que chegam. Não à toa se diz que se aprende até ao momento de morrer. Tive um pequeno tira-gosto. Continuo grato à vida e ao aprendizado. Agora reconheço o caminho trilhado e o valor das pedras que fui tendo que remover ao caminhar.

Voltarei a qualquer hora, ou......    

 

18 MARÇO 2022

DEPRÊ

Há quem brinque com o estado depressivo do parceiro, amigo, conhecido ou desconhecido, sem saber, por certo, a angustia que a pessoa sofre. Estou saindo de uma que me atingiu num grau bastante elevando no quesito profundidade. As condições de saúde, de um modo geral, foram o principal estopim para que a tal de depressão se instalasse. Imagine apenas a realidade de quase cinco anos num sistema de hemodiálise (agulhas três vezes por semana) e as limitações de toda sorte que lhe são impostas: sem poder tomar um copo d’água daquele tamanho, sem poder comer aquela gostosura que você adora, sem poder usar o braço no qual você mais confiava, sem poder comer todas as frutas que você adora, sem poder viajar a seu prazer, sentindo seus músculos deixarem de lhe responder do jeito a que você estava habituado...

Não, não me maldigo por isso, pois tenho consciência que existem pessoas vivendo (?) em condições bem piores que estas minhas e vivem, pelo menos vão levando seus corpos castigados até a hora do juízo final. O ruim é quando parece que todo o universo conspira contra você. Pode ser um aviso, uma lição, um alerta... Imaginem que depois de tanto sofrer (limitações) - imaginem, não queiram experimentar, que uma tal de dengue – aquela com quem muita gente costuma brincar – venha se juntar ao seu estado já combalido. É um tombo muito grande e significativo no seu estado geral, tudo parece desmoronar ao seu redor. Se já não estava bem, imagine o resultado dessa soma catastrófica: você perde a vontade de comer, de levantar, de acordar... de viver! Você perde, inclusive o equilíbrio não só posicional, como emocional.

Quando o seu astral está no mais baixo nível, admita a possibilidade de piorar ainda mais, ao receber, no mesmo dia, a triste notícia da partida rumo ao plano superior daquele ser querido que um dia lhe deu a sua vida. Você precisa ser muito forte para enfrentar todos esses reveses. No meu caso perdi temporariamente a minha memória, por mais temporariamente que tenha sido. Não conseguia formular uma frase completa, pois faltavam-me as palavras, tinha lapsos de memória de tamanho variável e até a leitura me era difícil de realizar e mesmo de entender. Antevi a morte. Dei alguns passos caminhando com ela lado a lado, dialogando e tentando descobrir se era chegada a hora ou se se tratava apenas de um aviso de que preciso ter mais atenção com o que faço nestes momentos que ainda me restam por aqui.

Hoje, alguns dias depois do pico de angustia e depressão, graças ao apoio familiar e da equipe médica que me acompanha, estou retornando à antiga forma, ou seja, à forma anterior à deprê, na qual vivia restritivamente, mas com alguma qualidade de vida. Não posso, contudo, admitir que voltei a ser o mesmo, isso é impossível, pois a experiência deixou marcas que são irremovíveis. A pior sequela que acredito tenha ficado – a menos que seja preciso aguardar um pouco mais para fazer um diagnóstico mais conclusivo – é aquela que me limita um pouco mais, intelectualmente – pois ainda faço grandes esforços para localizar as palavras mais acertadas para expressar os meus sentimentos, pensares e reflexões. Canso, facilmente, ao buscar construir um pensamento lógico um pouco mais aprofundado, mas em contrapartida acredito que ganhei em qualidade na análise que necessitar fazer, pois creio que ganhei a possibilidade de visitar com muita mais facilidade os primórdios da minha existência e tecer caminhos e redes de processos desenvolvimentistas que não conseguia ver com tanta perfeição, principalmente olhar de frente algumas cicatrizes que a vida foi deixando em minha existência.

Preciso, agora, caminhar com a calma necessária para não fazer algum tipo de mistura que venha atrapalhar as ideias que, malgrado tudo, continuam a germinar, faltando só um bom bocado de coragem para passar para o papel todo o amalgama e a profusão de “coisas novas” (jamais refletidas, ou, pelo menos não analisadas por este novo prisma que agora se me apresenta). “A verdade” começa a mostrar o seu lado ideológico e a abrir o flanco à dúvida, permitindo a possibilidade de se analisar o contraditório, como possibilidade de ser o certo. O absolutismo das minhas convicções deixou de ter razão na única possibilidade de guiar meus passos, pois adiante pode existir o abismo. Continuo sendo um homem de convicções, mas já me considero mais ponderado, menos apegado ao meu único pensar e ponderando com um pouco mais de complacência o ponto de vista dos meus concidadãos e seus pensares. Talvez até continue não acreditando plenamente no dizer deles, mas muito mais propenso a escutar e ponderar e a respeitar mais o direito que eles têm de pensar à sua forma. O meu dever, nesta situação não será ensinar a pensar diferente, quando não apresentar uma alternativa que lhe permita fazer suas escolhas que, no fim de todo o processo representam a nossa razão de ser.

Hoje, acredito que mais maduro (coisa que já deveria ter acontecido há mais tempo, pois já não sou nenhuma criança) chego a lamentar o que não fiz. Jamais me arrependerei do fiz, simplesmente lamentarei não ter feito tudo que poderia ter feito. Vida que passa, lições que chegam. Não à toa se diz que se aprende até ao momento de morrer. Tive um pequeno tira-gosto. Continuo grato à vida e ao aprendizado. Agora reconheço o caminho trilhado e o valor das pedras que fui tendo que remover ao caminhar.

Voltarei a qualquer hora, ou......    

 

13 MARÇO 2022

TALVEZ UM ÚLTIMO ADEUS.

 

Faz 12 dias que não escrevo nada neste espaço que venho ocupando há alguns anos. Tenho a certeza que aqui fiz boas amizades e, também inimizades, com a certeza que não recebi manifestação de qualquer sentimento contra as minhas palavras e/ou ideias.

Antes deste prenúncio, o texto que apresentei no dia 01/03/22 deixou no ar um nível de incerteza quanto ao meu futuro. Logo após a publicação fui acometido de um ataque de DENGUE que veio juntar-se à minha Doença Renal Crônica (DRC). Não fosse suficiente, recebi antes de os ponteiros se juntarem para mudarem o dia, recebi a notícia do falecimento de minha querida mãezinha. Entrei em desespero e só hoje 12 de março, são justamente 20 horas, resolvo, apresentar meu mais terrível prognóstico: é possível que este seja meu último texto. Não anuncio esta triste notícia para merecer de vós nem compaixão, palavras de apoio, ou sentimentos de outro qualquer modo de demonstrar algo que não seja de compreensão e de reconhecimento que sempre lutei por mim, mas principalmente, pelos outros.

Muitos sentimentos tenho vivido dentro da minha casca resistente e nas cadeiras da Hemodiálise, de onde tenho saído mais debilitato ao longo dos anos, nos quais passei a frequentar a clínica, três vezes por semana. 

Tenho (ainda me resta um pouquinho de) senso crítico e percebo que meus dias estão chegando ao fim. A família já está avizada, logo, nada esconder. Não digo que o desenlace acontecerá daqui a pouco ou que ainda tenha mais algum tempo para sobreviver (a Dengue dirá até onde ela deixará que eu continue na luta, ou declare o fim dela, para mim).

Sempre fui grato a quem comigo caminhou pelos espaços mais dificeis desta vida e será a gratidão que gardarei de vocês quando sair deste plano que ora pisamos e entre no eterno desconhecido.

Sejam todo(as) bem felizes e lembrem-se que é mais, muito mais fácil enfrentar o inevitável quando nos apropriamos da realidade que esse desconhecido representa.

FIQUEM EM PAZ!

EMBORA NÃO PAREÇA, EU SEMPRE AMEI TODO(AS) VOCÊS. FICO AGUARDANDO O MOMENTO DE INICIAR A VIAGEM FINAL.

 

25 SETEMBRO 2021

A Guerra Dos Mundos

Já na avaliação anterior questionei a situação do estouro da bolha chinesa, e hoje leio nos noticiosos que se está “rearmando” o Quad, criado em 2007 e visava criar uma força armada para se opor à gigante asiática. De lá para cá, a China cresceu, a bolha se dilatou, os mercados foram sucumbindo ao poderio chinês e agora tentam pela ameaça fazer com que a ofensiva que se vem registrando perca força, ou seja estrangulada. Estão nesse Quad, o Diálogo de Segurança Quadrilateral composto por EUA, Índia, Japão e Austrália, para quem não lembrava o que ele significa.

A pintura que se desenha, para o velho planeta azul, é aquela mesma à qual chamaram de “Guerra Fria” e, infelizmente, nós sabemos a quantidade de mortes que ocorreram, até mesmo onde o sol é abrasador. Mais a pintura pode sair ainda horrorosa se lembrarmos que o Monsieur Macron, Presidenta da França (para quem o não reconheceu pelo nome, está trazendo a lume mais um “arranca rabo” com os EUA por conta do cancelamento da venda de quatro submarinos à Austrália. Não tenho bola de cristal, nem queda para adivinho, mas algo me diz que nesse angu tem algum ingrediente alemão (povo que gosta de vender esse tipo de equipamento, e que vai a votação para substituir Merkel, amanhã domingo, 26/09/21).

Para completar a tela, só falta a Inglaterra querer meter o bedelho onde não está sendo chamada e a Rússia vir querer resolver o caso “ao seu modo”.

Uma coisa eu tenho plena certeza, está ficando dia mais difícil viver neste planeta que foi estragado pela ganância do homem que agora acabou por perder totalmente equilíbrio e o senso de humanidade. Vivemos um verdadeiro zoológico, no qual cada um quer engolir os outros. A única dúvida que me resta é saber exatamente quem são os povos que vão pagar essa fatura pesadíssima.

Para concluir e resumir a possível resposta para a dúvida que deixo acima, só quero fazer a seguinte afirmação: “Só se arma quem quer ir para a guerra”!

Ref.: Com o apoio da Folha de S. Paulo e outras notícias da Net  

 

23 SETEMBRO 2021

A BOLHA DA CHINA PRESTES A ESTOURAR?

Não sou analista econômico, mas sei ler e interpretar alguns signos que a economia apresenta. A gigante China cresceu os olhos e quis subir mais alto do que a escada permitia, dentro de um padrão de equilíbrio mundial. Nas notícias de hoje já aparecem sinais de sufocamento do seu sistema financeiro.

O pedido veiculado aos estados chineses é claro, objetivo e não nos deixa pensar noutra coisa que não seja o estouro da bolha. Se isso acontecer, podemos esperar graves crises mundiais, principalmente no setor mais sensível: o econômico.

Para maiores informações e acompanhamento, visite:

China pede a governos locais que se preparem para eventual colapso da Evergrande (msn.com)

Fiquemos de olho!

 

17 setembro 2021

Uma nova oportunidade de trazer até vocês pequenas notícias, por vezes de grande valor, que ainda não submeti ao tratamento analítico mais critico. Portanto, aqui trarei informações que talvez necessitem de uma maior certificação, confirmação, discussão e uma possível troca de opiniões a respeito.

 

1 - A primeira notícia que lhes trago é que os Professores, esses seres sacrificados e tão mal tratados pelos sucessivos governos, entraram no radar do porra louca que (des)comanda o país. Em seu pensar esdrúxulo existem professores demais. Vejam o que ele diz, numa reportagem da UOL:

 

Lembremos que no final do governo Dilma havia carência de cerca de 70 mil professores. Para este transgressor, os poucos que ainda têm coragem de trabalhar nas condições que ele oferece, ainda "atrapalham".

Pobre Educação Brasileira!