AS MINHAS GUERRAS

Agosto/2020

Quem sairá vitorioso?

Enfrentamos,neste momento uma das piores guerras: uma guerra silenciosa contra um inimigo invisível, covarde, que ataca deixando atrás de si um rastro de morte e afetados para o resto de suas vidas, Não há remédios e muito menos produtos preventivos com tal moléstia. Parecia que eu adivinhava quando na retrospectiva de 2019 anunciava que o ano do duplo 20 prometia. Mal imaginava eu as proporções que este amo iria tomar. As mortes aos milhares não fizeram alguns dirigente imaginar nada pior que uma gripezinha passageira.

Enganaram-se (e não o admitem) mesmo diante de um número assustador como os 100.000 mortos e uma contaminação que ultrapassa os dois milhões de pessoas. Pessoalmente e em razão da minha saúde e da de todos aqueles que comigo dividirem o sacrifício de aguentar um louco no poder, pois em plena pandemia não tem sequer um equipa ministerial na área da saúde, sinto-me apavorado com o comportamento completamente irracional das pessoas que mesmo conhecedoras da situação não respeitam as regras mínimas de proteção pessoal e de colocação em risco de contaminar aqueles que seguem as regras elementares de proteção.

O povo está louco (efeitos da pandemia?) e o mundo de pernas para o ar, as explosões em Beirute, o incêndio na Índia e também na República Tcheca, a queda do avião Canadaire entre Portugal e Espanha (com dois mortos, na defesa de mais um incêndio) ainda ousam desmatar um dos maiores produtores de oxigênio e, principal regulador de chuvas no hemisfério sul, de forma completamente tresloucada em busca do vil metal que existe no subsolo da região.

Muito se falou na possibilidade de mudanças sociais na pós pandemia. Não passa de uma falácia, pois as pessoas não querem começar a transformação por si mesmas. A hipocrisia implica que sejam os outros a mudar para o meu bem estar, Se todos pensarem assim estaremos entrando na fase final da atual sociedade que não terá remorsos de eliminar o próximo para se dar melhor nesta vida. VIDA?

Alguns a quem não receio de tratar de bandidos, talvez tenham um resquício de vida os demais definharão até ao momento final. Não desejo ml a ninguém, apenas espero que a Mãe Natureza seja implacável com toda a população mundial, Ninguém é mais merecedor que os outros em se tratando de hipocrisias.

O tempo nos mostrará qual o caminho mais certo a seguir os divergentes que arquem com as consequências da irresponsabilidade,

 

Janeiro/2020

O ano que promete

2020 o ano em que completo 71 anos (podia dizer primaveras, pois foi na primavera que eu nasci), mas considerando que neste espaço vou falar das “minhas guerras”, não gostaria que alguém pensasse que eu estava a pensar na “Primavera de Praga”, renomado filme que retrata justamente alguns dos horrores das guerras.

Não falo de brigas de rua, nem luta de classes, falo de guerras com armas, mortos, feridos, estropiados, eventrados, doentes mentais e tudo que de ruim pode um ser humano padecer.

Assim, por alto, das cinco que já aconteceram e atingiram de algum modo o plano mundial, já conto cinco, muito embora só tenha enfrentado três. Acreditem que mesmo sendo apenas três, são mais que suficientes para deixar o psíquico de qualquer um bem abalado. Tenho resistido, Penso merecer uma condecoração, ou pelo menos que a história me coloque meu devido lugar, ao mesmo tempo em que coloca todos os outros companheiros irmãos de luta. Não sou, não quero ser, nem serei, jamais, o herói solitário.

Esta é, portanto, uma longa história que precisarei ir contando aos poucos (qual novela/série da globo). Por isso convido os meus amigos leitores a acompanharem mais esta saga que, espero não seja a última, pretendo viver. Eu sei, não sou mais nenhum jovem na idade, mas na mente, felizmente, pareço um jovenzinho dos seus 25 anos, em pleno vigor, embora a carcaça já não aguente o tranco. Boa parte desta saga já está registrada em um livro que acabei de publicar (e para o qual já tenho o segundo volume pronto, faltando apenas o apoio do vil metal para realizar mais esse desejo).

Como sei que muita gente não poderá ter acesso aos livros na sua forma física, vou tentar aos poucos deixar aqui registradas essa minhas guerras. Posso dizer que são muitas, mas nem todas são comuns de muitos (algumas são particulares, mas nem por isso, menos importantes que as demais). Preciso confessar que a melhor forma de conhecê-las é através da leitura dos livros por estes serem portadores de maiores detalhes e minúcias.

O segundo terá um título muito próximo a “Narrativas e Vivências” sobre um fundo bem português: azulejos, tal como mostra na figura a seguir:

Tudo que não foi possível colocar no primeiro livro, para não quebrar uma sequência lógica, eu preferi trazer para este novo livro, bem mais “leve” que o primeiro, não que as narrativas não contenham 199% de verdades, mas porque deixei aquelas mais soltas, acontecimentos quantas vezes banais que se transformaram numa narrativa que ajuda a compreender todas essas minhas guerras de que falo no início deste post. Além disso também traz velhos ditados (e outros não tão velhos) que nos ajudam, sobremaneira a refletir e levar uma existência um pouco menos carregada pelos fardos que a vida nos vai colocando sobre os ombros.

Tenho a minha Dissertação de Mestrado pronta para publicar (depois de 24 anos, finalmente eu consigo comprovar a minha tese dissertativa do fim do Mestrado), Tenho, também a minha Tese doutoral preparada para a publicação, mas quero dar mais um tempo para, tal como aconteceu com a Dissertação, ela venha a finalmente se comprovar na prática, pois teoricamente , com apoio em 120 documentos, fora as opiniões que “ouvimos do nosso referencial teórico” ela esta consolidada, fundamentada, mas no meu entendimento necessita da comprovação no campo empírico em que situei a minha pesquisa.

Já estão aprovados e até “rabiscados” mais dois projetos para duas outras obras. Estou, finalmente aposentado. O tempo sobra e a inércia me machuca demais. Procuro o que fazer e o que eu sei fazer (ah, não me pergunte, pois passaria aqui o resto do ano a falar do que sei fazer), mas neste momento o mais importante é saber o que ainda posso fazer, até como forma de vencer uma de minhas guerras.

Peço-lhes um pouco de paciência. Logo que possível (na medida em que aqui for escrevendo), irei revelando os novos projetos.