A Educação no Kariri

11 JULHO 2020

O pastor torturador

E diz Milton Ribeiro, ele mesmo, o novo “SINISTRO” da Educação:

[...] que "um tapa de um homem ou uma cintada de uma mulher podem ser muito mais fortes que uma criança pode suportar". Logo depois, observa: "Não estou aqui dando uma aula de espancamento infantil, mas a vara da disciplina não pode ser afastada da nossa casa"[1].

A luz que se projeta no final do túnel em que enfiaram o sistema educacional brasileiro não é uma luz e sim o brilho de uma brasa incandescente que objetiva transformar em torresmo todo aquele que dele pretender tirar vantagem que se oponha ao deus capital. Vejamos dois pontos que são contraditórios entre si, mas que precisam ser examinados à luz da humanidade mais singela que é a proteção da família.

O primeiro é a minha frontal oposição ao Estatuto da criança e do adolescente, pois, a meu aviso, nada mais faz que proteger aqueles que, desde pequenos, resistem a uma educação centrada no humanismo e no respeito ao seu próximo. Estes valores devem ser trabalhados pela família e endossados pela sociedade em geral, de tal forma que todos possam comungar de um mesmo afeto para com o seu próximo.

O segundo pode ser traduzido numa veemente oposição à “pedagogia da dor e do medo”, como essa que o mais recente encarregado de tocar os destinos da educação escolar propõe na citação em destaque no começo desta reflexão. Conhecedores que somos, desde antes, da mais recente libertinagem oferecida aos professores de poderem andar armados (palavras trágicas de um presidente da república) imaginemos desde já o efeito das proposições que emanarão do MEC, ao sabermos que seu novo dirigente,

Ribeiro argumenta que tal correção é necessária para a cura e diz que bom resultado

"não vai ser obtido por meios justos e métodos suaves". "Talvez uma porcentagem de crianças muito pequena, de criança precoce, superdotada, é que vai entender o seu argumento. Deve haver rigor, desculpe, severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: devem sentir dor"[2]...

O tempo do castigo físico, ministro, talvez tivesse tido efeito no seu tempo, ou no local onde lhe ensinaram que pela opressão se obterão melhores resultados que pelo lado da aprendizagem exemplar, aquela em que a criança pratica o que vê os adultos fazendo. O rigor que o Sr. quer impor às crianças deverá ser seu guia; a severidade deve ser aplicada a quem, como os nazistas, pretende higienizar as futuras gerações de forma a possam ser o mais submissas possível ao seu deus Capital, o demo personalizado na terra. Se alguém precisa sentir dor, neste país, são todos os falsos profetas, todos os que vivem da exploração do seu semelhante, todos aqueles que ousam usar o nome de Deus em vão com o único objetivo de obter ganhos sem sacrifício, aproveitando-se da ignorância do povo que V.Exa. pretende reforçar neste país que há longo tempo conquistou sua liberdade. Questiono-me se o Sr. reconhece este verso:

"Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó, Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte"![3]

É, senhor ministro, (assim mesmo com letrinhas miúdinhas, pois o sr. não merece coisa melhor, a julgar pelas suas afirmações), esse mesmo braço forte que conquistou a liberdade, saberá, certamente, defende-la nem que seja com o custo da própria morte. O povo se levantará contra essa nova ditadura da vara, pois como diz esse poema maior da pátria, ele é

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

Terra adorada, Entre outras mil,
És tu, Brasil.[4]

 

Pastor toca o rebanho e é assim que a atual administração tenta guiar os destinos da nação. Mas o povo não é gado, pelo menos uma maioria não se considera assim e como tal não permitirá que a vara dirija o rebanho em que desejam incluí-la. Algo que talvez o Sr. não saiba, é que ordens e leis, podem até ser aceitas cá fora, mas da porta da sala de aula para dentro o mundo é outro, bem diferente daquele que pretendem impor, a menos que voltemos no tempo, aos anos pós 64, em que havia espiões em cada sala, mas mesmo assim não conseguiram segurar a fúria do povo que é soberano e quem paga vosso chorudo salário com o suor do rosto, as lágrimas dos olhos entristecidos e a dor das mãos calejadas. Nós temos armas, bem potentes, por sinal, capazes de derrubar os vossos mais modernos instrumentos de guerra, nós temos o VOTO e esse derruba qualquer um.

As propostas que se adivinham pela sua postura serão duras e cruéis, mas o Sr. não apodrecerá nesse posto. E o amanhã

Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã
Redobrada a força
Pra cima, que não cessa
Há de vingar.

...

Amanhã
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é pra vicejar.[5]

 

Notas:

[1] - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2020/07/10/novo-ministro-da-educacao-defende-castigo-fisico-para-criancas.htm?fbclid=IwAR0Xh7RhocOB0OJv000UMpa-0hle8LpsiQ1aZ44h8oDIF1YL4vTHrcLScjA&cmpid=copiaecola

[2] idem

[3] Do Hino Nacional Brasileiro

[4] Idem

[5] Música de Guilherme Atantes: Amanhã

 

28 JUNHO 2020

Vamos falar a sério?

 

A educação brasileira vive um tempo de cachorro doido. Quero dizer abertamente que estamos ao sabor das ondas, principalmente das ondas que destroem toda a credibilidade que a área merece. Saiu um louco, que está mais qualificado para palhaço – vivia fazendo gracinha e falando feito o Cebolinha – e tinha como principal tarefa destruir tudo que fosse público em questão educacional. Entra um mentiroso, falsário, acredito que tão ou mais ignorante que anterior, pois já afirmou que seu antecessor fez um trabalho digno de reconhecimento e aplauso. Estamos, portanto, no mato sem cachorro.

Mas não é por aí que eu quero pegar, isto não passa de uma introdução ao filme de horror que virá a seguir. Vamos direto ao ponto: a educação básica iniciou suas aulas, neste ano de 2020, no fim de janeiro, início de fevereiro. Em março vem a suspensão das aulas por conta da pandemia de covid 19. Até então estamos de acordo com a cartilha. Até que a “gripezinha” tenha assassinado 1.000 pessoas chegamos ao início do mês de abril e surge a proposta mais aberrante que eu já presenciei na vida, quando o assunto é educação: aulas remotas, via computador ou celular. A que tipo de alunos estamos querendo atingir com tal política? Acredita o sr governante do país que todos os alunos vivem num paraíso cibernético? Que todos têm um computador em casa? R se por acaso tiver, acredita ele que esse aluno (ou os responsáveis por ele) têm condições oferecidas pelo governo de ter em casa uma conexão da rede mundial de computadores? Vou mais longe, será que se acredita, nas escolas e nas instâncias deliberativas que em cada casa só existe um aluno? Como fazer quando as aulas de anos diferentes forem concomitantes?

Bem, há “trocentas” questões que precisam ser respondidas, mas neste momento me aflige a falta de decisão sobre o futuro da educação, principalmente como vai ser recuperado este ano que já se mostra perdido, pois estamos praticamente em julho e não há nem vestígios de que a pandemia esteja em fias de se acalmar e começar a regredir, o que deixa pressupor que talvez não seja em agosto que possamos estar livre da ameaça de morte por conta deste vírus até agora indomável e que corre mais que cavalo selvagem. No entanto, e lá vem a minha aflição, já se fala em reabrir as escolas.

De minha parte sou inteira, logo totalmente contra essa proposta, pois estaremos colocando em risco uma fatia imensa da nossa juventude em risco. Enquanto não houver uma vacina que ofereça um mínimo de confiabilidade, um tratamento que se mostre eficaz para o caso de alguma criança ser contaminada, eu me recuso a autorizar que minha dependente, no caso minha neta, frequente a escola. O governo federal “está-se nas tintas”, como se diz lá no meu “puto” para o assunto, os governos estaduais, de alguma forma, seguem sem orientação e um pouco à deriva neste mar agitado e podemos perceber que até se esforçam por chegar na praia, mas o barco faz muita água e não permite o avanço desejado. Viramos um caso de caos educacional, que continuamos pagando mesmo que diretamente nas escolas particulares, e indiretamente no caso da públicas, pois nossos impostos não são diminuídos por falta de prestação do serviço devido.

Creio que se faz necessária uma ação junto ao Ministério Público para que sejam tonadas decisões que resolvam a pendenga. Lógico que não tenho contato com outros alunos (respeito as decisões da OMS e dos nossos dirigentes da saúde (temos um, temos?) e fico em casa, mas as TIC’s permitem-nos a troca de opiniões e eu estou percebendo nos nossos alunos um desânimo enorme e uma posição contrária a que o ano letivo recomece em qualquer data próxima futura, em função do esquema que aí está montado. Pessoalmente. Irei até às barras da justiça, se assim for necessário para garantir a já fraca qualidade das aulas presenciais, na sua íntegra, por mais que este ano letivo tenha que ser totalmente descartado.

O que não concordo é com a ansiedade, com alguns muitos problemas psíquicos que as crianças estão desenvolvendo por conta da indecisão de um governo que não aparenta estar preocupado com o futuro da juventude deste país que já foi protagonista de grandes movimentos em prol da democracia que está sendo enxovalhada toda vez que deixa de cumprir a Constituição Federal(CF). Nela, na CF, é garantido a todo cidadão o acesso a uma educação pública, gratuita e de qualidade. O sr. Presidente diz que respeita a CF, que quer viver uma democracia, mas coloca nos ministério da educação, por falar só dele, pessoas escolhidas a dedo para destruírem o sistema pública de educação. A comunidade escolar está super fragilizada e tal como a saúde, bem próxima de colapsar.

A população precisa fazer valer o Art. 5º da LDB, nossa lei maior, que mesmo depois de tantos remendos para tentarem reduzir sua eficácia e abrangência, ainda no diz que:

Art. 5º - O acesso à educação básica obrigatória é direito público subjetivo, podendo qualquer cidadão, grupo de cidadãos, associação comunitária, organização sindical, entidade de classe ou outra legalmente constituída e, ainda, o Ministério Público, acionar o poder público para exigi-lo.

 

O destaque é meu, precisamente para argumentar a minha tomada de decisão de, se necessário, ir ao MP exigir Que a escola volte a funcionar, nas condições otimizadas que o poder público tem obrigação (por força de lei) de oferecer. Calar, neste momento, como sempre foi, consentir que eles, os donos do poder, façam do jeito que mais jeito lhes der. Não pode ser assim, uma tomada de decisão unilateral como se eles fossem os donos dos bois e a manada não tenha outra alternativa que seguir o boiadeiro. Numa democracia, como ele prega, quem mais manda é o povo e é, infelizmente graças à cegueira desse povo que hoje ele está querendo impor a sua verdade (que não passa de uma mentira atrás da outra). Iremos nós, os pagadores do salário dessa categoria de ineptos, permitir que nos tirem tudo que conquistamos com tanto suor, sangue e lágrimas?

O poder é nosso. Que quem colocou faça o favor (nem digo a obrigação) de tirar.  Quanto à educação, permaneçamos atentos pois essa estirpe costuma agir na calada da noite e sempre com trocas de benesses entre eles. Repito, as escolas só funcionarão se os pais dos alunos permitirem. Nós temos o poder de decidir se deixamos nossos filhos irem se expor a um perigo de morte ou não. Relembro que depois não adianta chorar o leite derramado. Será muito tarde! Cada escola deveria compor uma composição de negociação com a administração escolar e discutir seus interesses. Vamos pensar nisso? Que o que for decidido pela maioria possa sempre ser contestado, ao abrigo da lei, dentro dos parâmetros civilizatórios e a defesa da saúde e da vida.

 

17 JUNHO 2020

Depois da tempestade é preciso juntar os cacos

O mundo, em geral, está passando por uma tempestade silenciosa, mas que causa mais estragos que os velhos ciclones que se formam no golfo do México e atingem toda a América Central e a costa oriental dos Estados Unidos das América, a tal da pandemia da COVID 19 que neste dia em que escrevo já vai matando perto de meio milhão de pessoas sem que se tenha encontrado uma solução, por mais paliativa que seja para erradicar essa maleita.

Buscou-se, dede o meio de março. Tentar minimizar as contaminações, na boa intensão de poupar vidas humanas. A tática mostrou-se eficiente, mas as pessoas não entenderam a gravidade do problema antes que este chegasse bem perto de si, um familiar, um vizinho próximo, um amigo, a partir daí as pessoas passam a entender a necessidade de se isolarem dentro de suas casas.

Os governos tanto estaduais como federal, este último com péssima vontade, decretaram o assolamento social e até mesmo o lockdown – ou o encerramento total de toda espécie de atividade – paralisando por completo uma cidade ou até mesmo o país. Nesse contexto prejuízo total para todos os seres sociais que por sua vez vão penalizar a produção nacional, a educação transforma-se num dos setores mais atingidos. As indústrias e as empresas, a depender da linha de produção desenvolvida, ainda podem funcionar a partir da casa do trabalhador, mas não consolidou como meio mais eficiente, neste momento em que nem todo muno está preparado para trabalhar em casa por falta de equipamentos (computadores ou celulares, acesso a uma internet de qualidade, impressora e outros equipamentos necessários). No caso da educação que deve atingir a todos e cada um com conteúdos e metodologias distintas, conforme as necessidades individuais, a localização etc, precisamos atentar para mais alguns problemas que aqueles apresentados pelos pais: pela abrangência territorial, não oferece a nação acesso geral á internet nas cidades, nos campos, e não se pode esquecer as precaríssimas condições de algumas “habitações” que não têm nem água nem luz, mas em contrapartida têm cinco ou seis crianças em idade escolar em diversas faixas.

Estamos u pouco além da metade do quarto mês de quarentena, que se tem prolongado por motivos de aumento do número de casos da pandemia, e já se começa, de forma contraproducente, a querer liberar as pessoas para irem trabalhar e as crianças para irem para a escola. Aqui nos surgem três problemas graves que parece não estarem sendo devida tratados pelas autoridade constituídas: 1 – as pessoas que não eram muito obedientes quando do pico da pandemia e pressionadas pelo clausura forçada, vão desobedecer todas as regras impostas – distanciamento, uso de máscara etc. e nós vamos sofrer mais uma onda de vírus espalhada pelos quatro cantos do país. Vale ressaltar que segundo entidades estudiosas do caso e a própria OMS a pandemia pode ter até três ondas nu mesmo local antes que uma vacina seja produzida, ou o vírus seja erradicado da região; 2 – imaginemos, agora a situação que vai acontecer nas escolas onde as crianças, por natureza gostam de se misturar umas com as outras, de ficar em grupinhos, em turminhas e são “rebeldes” por excelência, o caos que não pode ser provocado caso uma esteja ou venha a se contaminar durante o restante do ano letivo; o 3 e último (nesta análise) é saber como resolver a equalização dos saberes entre os alunos, considerando as condições apontadas acima, isto é a diferença entre quem tem e não tem acesso à educação chamada a distância – ou de forma mais romanesca de educação remota.

A minha visão de pedagogo, me aconselha a que se dê por encerrado este ano que não será computado no currículo dos estudantes e só haja um retorno à escola com a maior segurança possível. No entanto, por mais que haja um retorno à escola, que é recomendável mesmo no caso que exponho e se aproveite o tempo para fazer uma boa revisão de todo o estágio da educação em que o estudante se encontre (Fundamental, médio e até mesmo o superior). Não haveria, assim, uma perda tão grande, para não dizer que haveria um ganho na questão de aprofundamento de algum saber que tenha ficado menos claro para o nosso estudante.

Temos também a possibilidade de trabalhar aquilo a que chamo de educação no chão da fábrica, tomando a ideia emprestada aos nossos filósofos do séc. XIX, ação que ajudaria os estudantes a começarem a pensar numa futura profissão, em caso de cancelamento do ano letivo, não faltam opções para aproveitar o tempo que seja possível aproveitar para trazer ao estudante uma nova forma de compreender o valor do estudo. Temos que ter consciência que após a passagem desta pandemia, queiramos nós ou não, o mundo será diferente, certamente as relações interpessoais serão outras, os conceitos de produção e consumos serão diferentes, portanto precisamos estar preparados para enfrentar esse diferente que nos será imposto pela mãe natureza que, neste momento está agradecida com a chance que está tendo de recuperar um pouco das agressões sofridas anteriormente. Olhe à sua volta e sinta você mesmo a diferença que paira no ar que respiramos, nas flores e animais que voltamos a ver, enfim, nas modificações que já foram produzidas no nosso entorno. Dê-se esse trabalho (que você não tinha tempo de fazer, que é admirar a rua por onde passa regularmente para ir produzir riqueza para os outros em troca de meia dúzia de patacas velhas.

Resumindo meu pensar, não sinto que seja a hora certa de liberar geral a população para evitar o retorno da “ceifeira” montada em seus cavalo mais recente, o corona vírus 19. Seja prudente, fique em casa e se precisar sair, por favor e pensando em mim e em tantos outros que poderá infectar, proteja-se.

 

11/06 2020

Estes últimos dias a minha preocupação com a "sorte" que aguarda a Educação Brasileira, em todos os níveis, só tem aumentado. Primeiro motivo: o nosso "quelido" Cebolinha, sinistro da educação, sinalizou para o fim das universidades públicas. Por esse ato heroico foi agraciado com uma medalha de  alguma coisa a ver com o mar onde o gostaria de ver mergulhar com uma bala de canhão "amalada" no pescoço. Segundo motivo: fazendo uma leitura das práticas do sinistro é fácil perceber qual a sua intenção (ainda não divulgada, mas claramente perceptível) de privatizar toda a educação, do infantil até aos pós-doutorados. Por fim, o seu objetivo, em consonância com o analfabeto mor, é embrutecer a sociedade de tal forma a que possam praticar todo tipo de crime contra a nação e sua população e se passarem por heróis do pedaço. A anarquia perderia feio.

Mas o presidente não enganou ninguém, disse clara e abertamente ao que vinha. O que causa estranheza  é perceber que a população de um país que gritava aos sete ventos que queriam pertencer ao primeiro mundo, não tenham tido a capacidade de analisar uma retórica cristalina como a água pura, de alguém que pregava a ditadura, defendia as ações neonazistas e que dirigia um grupo de milicianos.

O pagamento pela falta de tomada de atitude democrática e o posicionamento extremista e fascistóide não está saindo barato. Uma parte do total já foi pago, pois as quase 40000 mil vidas perdidas para a covid19 podem ser penduradas no pescoço desse desgoverno do 'disse, retiro, volto a dizer", principalmente de seu comandante que antes mesmo de ser eleito disse que era preciso ter matado mais de trinta mil. Que tristeza!

Só sei que o povo brasileiro vai pagar muito caro um ódio gratuito que arrumou contra o PT. Vamos ter novas eleições este ano, só quero ver o comportamento deste povão que foi colocado a comer pão e ovo (olhe lá se for todos os dias, afinal R$ 600 não dá para muito mais), mas desde já aposto que a racalha que por aí está mitigar cargos a troco de aprovação de projetos e da não indicação ao impeachment, para não perderem a mamadeira de piroca vai sair vitoriosa graças a este povo burro que nem levando esporadas aprende o caminho.

Bem, no meio de tanta coisa ruim (falei apenas de uma, mas são tantas!) aparece uma boa notícia: o meu site, graças à vossa benevolência acaba de atingir as 50.000 visualizações. Nada mau, para quem tem ideias tronchas feitas as minhas.

A todos e todas o meu maior agradecimento!

 

 02/06/2020

E Dizer que existem pessoas que pensam estar dando uma lição de língua portuguesa!!!

 

Pleonasmo: doença bem portuguesa/brasileira

Pleonasmo ou redundância : com o objetivo de reforçar uma ideia, acabam por lhe conferir um sentido quase sempre patético.

Aqui vão quatro exemplos óbvios: “Subir para cima”, “descer para baixo”, “entrar para dentro” e “sair para fora”.

Já se reconhece como paciente ? Ou ainda está em fase de negação? Olhe que há muita gente que leva uma vida a pleonasmar sem se aperceber que pleonasma a toda a hora.
Vai dizer que nunca “recordou o passado”? Ou que nunca está atento aos “pequenos detalhes”.

 
E que nunca partiu uma laranja em “metades iguais”? Ou que nunca deu os “sentidos pêsames” à “viúva do falecido”?
Atenção que o que estou a dizer não é apenas a minha “opinião pessoal". 

 

Baseio-me em “fatos reais” para lhe dar este “aviso prévio” de que esta “doença má” atinge “todos sem exceção”.


O contágio da pleonasmite ocorre em qualquer lado. Na rua, há lojas que o aliciam com “ofertas gratuitas”. E agências de viagens que anunciam férias em “cidades do mundo”. No local de trabalho, o seu chefe pede-lhe um “acabamento final” naquele projeto. Tudo para evitar “surpresas inesperadas” por parte do cliente. E quando tem uma discussão mais acesa com a sua cara metade, diga lá que às vezes não tem vontade de “gritar alto”“Cala a boca!”?


O que vale é que depois fazem as pazes e vão ao cinema ver aquele filme que “estreia pela primeira vez” em Portugal/Brasil.
E se pensa que por estar fechado em casa ficará a salvo da pleonasmite, temos más notícias para si. Porque a televisão é, de “certeza absoluta”, a “principal protagonista” da propagação deste vírus. Logo à noite, experimente ligar o telejornal e “verá com os seus próprios olhos” a pleonasmite em direto no pequeno ecrã. Um jornalista vai dizer que a floresta “arde em chamas”. Um treinador de futebol queixar-se-á dos “elos de ligação” entre a defesa e o ataque. Um “governante”dirá que gere bem o “erário público”. Um ministro anunciará o reforço das “relações bilaterais entre dois países”. E um qualquer “político da nação” vai pedir um “consenso geral” para sairmos juntos desta crise.
E por falar em crise! Quer apostar que a próxima manifestação vai juntar uma “multidão de pessoas”?


Ao contrário de outras doenças, a pleonasmite não causa “dores desconfortáveis” nem “hemorragias de sangue”. E por isso podemos“viver a vida” com um “sorriso nos lábios”. Porque um Angolano a pleonasmar, está nas suas sete quintas. Ou, em termos mais técnicos, no seu “habitat natural”.


Mas como lhe disse no início, o descontrolo da pleonasmite pode ser chato para os que o rodeiam e nocivo para a sua reputação. Os outros podem vê-lo como um redundante que só diz banalidades.

Por isso, tente cortar aqui e ali um e outro pleonasmo. Vai ver que não custa nada.

 
“já agora” siga o conselho: não “adie para depois” e comece ainda hoje a “encarar de frente” a pleonasmite!


Ou então esqueça este texto.


Porque afinal de contas posso estar só “maluco da cabeça”.

 

 

 

 

12/03/2020

Fazia uns dias que por aqui não aparecia, mas acreditem é por falta de motivos, em meio a tanto desarranjo da nossa educação. Eu sei que é paradoxal fazer uma tal afirmação, mas pensemos juntos:

  • A nossa educação anda sem rumo (que posso dizer além do lamento pelas pessoas que ficarão sem seu estudo de qualidade), seja ele em que nível for; 
  • Não podemos dizer que temos um ministro da educação, quando muito um "sinistro" que só envergonha quem quer e pretende estudar para ser alguém na vida, mas não pode comparar-se ao ser que está ocupando o posto mais elevado da educação, por tanta vergonha que sente; 
  • Nestes últimos dias (os primeiro do mês de março de 2020) tem sido o que no meu país chamamos de pandemônio... O tal do coronavir19 está fazendo que todo mundo se isole, evite o contato com outras pessoas e objetos para não se contaminarem: entre as organizações escolhidas para ficarem de férias, está a escola. Uma medida acertadíssima, pois quem conhece as crianças sabe bem dos riscos de contaminação. Nisso Alguém acertou em cheio.

Mas eu não gostaria que esse tempo que vai durar a quarentena ou a erradicação do tal vírus, fosse um tempo perdido. O futuro exige muito da gente para que tenhamos percas de tempo, por isso deixo aqui umas regrinhas simples para que você possa fazer uma leitura proveitosa e prazerosa. 

Deixa fazer a minha publicidade antes:

Se não tiver mais nada que lhe interesse para ler, quem sabe você possa adquirir o meu primeiro livro, que a crítica já começa a falar bem, apesar de ser uma autobiografia. Vale ressaltar que nessa "minha história" eu mostro os passos que dei para chegar ao doutorado em educação. Não foi fácil e você vai compreender por quê. Ah! o livro custa só 35 reais. Basta pedir que eu mando, ou por portador, ou pelos correios, do jeito que der eu mando. Entre em contato e passo a conta. Vale bem a pena.

Agora que já fiz a minha propaganda, vejas as regras para uma boa leitura:

 

LEITURA PROVEITOSA

Para que a leitura tenha um resultado satisfatório, algumas considerações devem ser levadas em conta:

 

  1. a) Atenção – aplicação cuidadosa da mente ou espírito em determinado objeto, para haver entendimento, assimilação e apreensão dos conteúdos básicos encontrado nos texto.

 

  1. b) Intenção – interesse ou propósito de conseguir algum proveito intelectual através da leitura.

 

  1. c) Reflexão – consideração e ponderação sobre o que se lê, observando todos os ângulos, tentando descobrir novos pontos de vista, novas perspectivas e relações. Favorece a assimilação de idéias alheias, o esclarecimento e o aperfeiçoamento das próprias, além de ajudar a aprofundar conhecimentos.

 

  1. d) Espírito crítico – avaliação de um texto.Implica julgamento, comparação, aprovação ou não, aceitação ou refutamento das colocações e pontos de vista.Permite perceber onde está o bom ou o verdadeiro, o fraco, o medíocre ou o falso.

Ler com espírito critico significa ler com reflexão, não admitindo idéias sem analisar, ponderar, nem proposições sem discutir, nem raciocínio sem examinar. É emitir juízo de valor.

 

  1. e) Análise – divisão do tema no maior número de partes possível, determinação das relações entre elas e entender sua organização.

Segundo Bloom (1917;119), as “capacidades que requer a análise estão situadas em um nível mais alto que as necessárias para compreensão e aplicação.”

 

  1. f) Síntese - reconstituição das partes decompostas pela análise e resumo dos aspectos essenciais, deixando de lado o secundário e o acessório, mas dentro de uma seqüência lógica de pensamento.

 

  1. g) Velocidade – certo grau de velocidade, mas com eficiência, faz-se necessário. Os estudantes, os responsáveis pelos trabalhos científicos devem consultar e ler quantidades razoáveis de obras e documentos. Em razão da explosão bibliográfica especializada é necessário que se leia com certa velocidade, para se tornar conhecimento das novas teorias, idéias, colocações etc. Deve-se ler rápido, mas de modo a entender o que se lê, visando ao bom aproveitamento.

 

Gagliano (1979: 71-72) indica algumas regras elementares para a leitura:

  1. Jamais realizar uma leitura de estudo sem um propósito definido.

 * Reconhecer sempre que cada assunto, cada gênero literário requer uma velocidade própria de leitura.

*Entender o que se lê.

*Avaliar o que se lê.

*Discutir o que se lê

*Aplicar o que se lê.

 

DEFEITOS A SEREM EVITADOS

 

Além de se observarem os requisitos necessários para que a leitura se torne proveitosa, deve-se também procurar evitar algumas atitudes que só prejudicam o bom aproveitamento.Entre elas estão:

 

  1. Dispersão do espírito – falta de concentração, deixando a imaginação divagar de um lado para o outro. A formação intelectual consiste, em grande parte, na disciplina da mente.

 

  1. Inconstância – o trabalho intelectual, sem uma devida perseverança, não atinge o objetivo, não chega a nada concreto.

 

  1. Passividade – a leitura passiva, sem trabalho da mente, sem raciocínio, reflexão, discussão, impede o verdadeiro progresso intelectual.

 

  1. Excessivo espírito crítico – preocupação exagerada em censurar, criticar, refular ou contradizer prejudica o raciocínio lógico.

 

  1. Preguiça - em procurar esclarecimento de coisas desconhecidas contidas no texto. Sem a compreensão da terminologia específica, nem sempre se pode entender o texto.

 

  1. Deslealdade – distorção do pensamento do autor. Quando há má fé ou se falsificam as idéias contidas no texto, compromete-se o caráter científico de qualquer obra.

 

A investigação ou a apreciação deixa de ser uma verdade científica.

 

 Tipos de Leitura

 

Harlow (1980: 113-114) apresenta cinco tipos de leitura:

  1. SCANNING - procura de um certo tópico da obra, utilizando o índice ou a leitura de algumas linhas, parágrafos, visando encontrar frases ou palavras-chaves.

 

  1. SKIMMING - captação da tendência geral, sem entrar em minúsculas, velendo-se dos títulos, subtítulos, ilustrações (se houver). Leitura dos parágrafos, tentando encontrar a metodologia e a essência do trabalho.

 

  1. DO SIGNIFICADO - visão ampla do conteúdo, principalmente do que interresa, deixando de lado aspectos secundários, lendo tudo de uma vez, sem voltar atrás.

 

  1. DE ESTUDO – absorção mais completa do contudo e de todos os significados, devendo ler, reler, utilizar o dicionário e fazer resumos.

 

  1. CRÍTICA - estudo e formação de ponto de vista sobre o texto, comparando as declarações do autor com conhecimentos anteriores.Avaliação dos dados quanto á solidez de argumentação, a fidedignidade e atualização. Se são corretos e completos.

 

Moral (1955: 63-65) indica apenas um tipo de leitura, a de erudição abrangendo três subdivisões:

 

  1. DE ERUDIÇÃO - voltada para o entendimento. Subdivide-se em:

 

  1. Leitura- trabalho - visando ao conhecimento científico do texto. Leitura lenta, com anotações e resumos.
  2. Leitura - critica – análise do conteúdo, fazendo juízo de valor. Abrange leitura, resumo e classificação ordenada do conteúdo.
  3. Leitura- descanso - ou de prazer, que pode ser um exercício proveitoso, desde que seja adotado um bom método.

 

A abordagem de Salomon (1972:47) é um pouco diferente das dos outros autores citados. Apresenta os seguintes tipos de leitura: “silenciosa, oral, técnica, de informação, de estudo, de higiene e de prazer.

 

 Outras Classificações

A classificação dos tipos de leitura apresentado por Cervo e Berviran (1978:25-60) apresenta três modalidades: formativas, de distração e informativa. Entretanto, eles se preocupam apenas com a última.

 

LEITURA INFORMATIVA  -  ou coleta de informações. Deve-se ler tendo em vista um objetivo determinado. A leitura informativa abrange quatro fases:

 

  1. De Reconhecimento ou Pré- Leitura - permite ao leitor verificar a existência ou não das informações que necessita, dando, ao mesmo tempo, uma visão global do assunto.

 

  1. Seletiva - seleção das informações de interrese, após a localização das mesmas. A seleção deve ser feita tendo em vista as preposições do trabalho, ou seja, os problemas, as hipóteses, os objetivos etc.

 

  1. Crítica ou Reflexiva - implica estudo, reflexão, entendimento dos significados. Exige esforço reflexivo realizado através das operações de análise, comparação, diferenciação, síntese e julgamento.

 

  1. Interpretativa - significa entender a intenção do autor. Abrange três aspectos:

 

  • Saber o que realmente o autor afirma;
  • Correlacionar as afirmações do autor com os problemas para os quais se procura a solução;
  • Julgar o material coletado em relação ao critério de verdade e cuidar para que todas as afirmações sejam comprovadas. Concluída a análise e o julgamento, passa-se ao processo de síntese.

A esquematização dos tipos de leitura, apresentadas por Salvador (1980:94-102), é a mais detalhada de todas, embora indique a mesma visão de Cervo e Bervian, ou seja, formativa, informativa e de distração. Ele também apenas se preocupa com uma delas, a informativa, porém, com uma subdivisão mais completa.

Para Salvador, a leitura informativa é aquela que visa apenas á coleta de informações para determinado propósito. Engloba três objetivos principais:

  1. certificar-se do conteúdo do texto;

         

  1. b) correlacionar os dados coletados com o problema a ser solucionado;

 

  1. c) verificar a validade das informações do autor.

 

FASES DA LEITURA INFORMATIVA

 

A leitura informativa engloba as seguintes fases:

 

  1. a) De Reconhecimento ou Prévia - leitura rápida cuja finalidade é procurar um asuno interresante ou verificar a existência de determinadas informações.

 

  1. b) Exploratória ou Pré- Leitura - leitura de sondagem, tendo em vista localizar as informações, uma vez que já se tem conhecimento de sua existência.

 

  1. c) Seletiva - leitura que visa a seleção das informações mais importantes relacionadas com o problema em questão.

 

  1. d) Reflexiva - mais profunda que as outras, refere-se ao relacionamento e á avaliação das informações, das intenções e dos propósitos do autor.

 

  1. e) Crítica - avalia as informações do autor. Implica saber escolher, diferenciar as idéias principais das secundárias e hierarquizá-las pela ordem de importância, procurando obter não só uma visão sincrética e global do texto como também, e principalmente, a intenção do autor.

 

  1. f) Interpretativa - leitura com o intuito de verificar os fundamentos da verdade enfocados pelo autor.

 

Pelo exposto, pode- se verificar que a leitura é de suma importância para todos os que se interresam pela ampliação ou aprofundamento dos conhecimentos, que são vários os tipos de leitura e que sua utilização vai depender dos objetivos do leitor.

 

30/11/2019

Muito Interessante acompanhar a TV Cultura e os programas dedicados à educação, num oferecimento SESI e Cia. Realmente você se deleita ao ver dois ou três estudantes do Ensino Médio aprendendo de uma forma diferenciada. Se você me perguntar que forma é essa dir-lhe-ei que se aproxima muito do modelo “Escola da Ponte”, tendo como base aquilo que venho defendendo há muito tempo: cada um pratica o que tem vontade (é normalmente um estudo em grupo de interesses) que depois vão teorizar.

Mas não só os estudantes do ensino médio, os do Ensino Fundamental, na medida do saber inicial, também seguem a mesma linha de aprendizado. Pelo que foi apresentado no programa que assisti (creio que está no Youtube) dá realmente gosto ver as crianças e os jovens se preocupando com o “trabalho” do futuro que está umbilicalmente ligado à teoria da IA (inteligência Artificial).

Numa entrevista, duas professoras que não consegui gravar o nome (só sei que uma é da Fundação Ayrton Senna (?) e a outra da Unesp. Coloco essa interrogação porque tenho minhas restrições a essa organização, nas não é o momento de partir para esse campo de análise) fizeram suas exposições a respeito da educação e cometeram, ambas, a mesma falha em suas falas: nenhuma pronunciou ou apontou para a família, no processo educacional dessa juventude. No meu entender “essa omissão” é proposital, pois  o SESI mantem seu modelo educacional sem fazer dele um protótipo para educação fundamental como um todo. É o dinheiro do capital (que nos é honestamente roubado) quem financia esse tipo de ensino que interessa a meia dúzia de empresários, portanto a uma quantidade seletiva de alunos profissionais. A Unesp é uma universidade estadual voltada muito mais para o campo técnico que para o propedêutico.

Ao final, além da vontade de ver todo o processo educacional escolar trabalhar em igualdade de condições ficaram-me algumas perguntas, sendo que para algumas já tenho resposta, mas falta o principal: a velha vontade política de fazer a diferença, Disse que tinha gostado imenso de assistir o programa, não menti, mas me questionei; “onde está a reflexão mais ou menos filosófica (pela questão do aprofundamento do estudo da disciplina)”? Não percebi (desculpem a minha pouca visão) em momento algum o menor interesse sociológico sobre o fazer, ou sobre as consequências que porão advir desse trabalho. Dito de outra forma: apesar de estarem a preparar trabalhadores para o futuro, não passam da preparação da “bucha para canhão”, de verdadeiros robôs que responde às ordens tal qual respondem os “bonequinhos ou brinquedinhos” que criam. È um formação capenga e jamais será uma educação omnilateral como aquela preconizada por Marx.

Um outro jogo que eu percebo, e esse é um jogo perigoso, é o político. Quantos de nós, melhor ou pior formados, não sabemos que a nossa educação parece ser, como disseram as professoras apontadas, do século XIX, com professores do século XX, para crianças do século XXI? Levante a mão aí quem não souber disto. Mas em atenção ao modelo gestor do país, tanto escolas como universidades estão cerceadas de fazerem o melhor que podemos, pois nos tiram os meios para isso. Nestas condições, somos obrigados a nos manter no modelo imposto ainda no governo Lula: Vejamos apenas o que nos diz Leher, apud Trópia (2007, p. 5).

os objetivos da reforma universitária seriam: consolidar o eixo privado como vetor do fornecimento da educação superior; reduzir o papel do Estado à condição de regulador do ensino superior; naturalizar a diferença entre os sistemas de ensino, reservando aos jovens das classes populares um ensino de qualidade inferior; transformar a universidade em organização de serviços demandados pelo capital metamorfoseados como inovação tecnológica; converter a educação tecnológica em um braço da ação empresarial; aumentar o controle governamental (produtividade, eficiência e ideológica, reguladas por meio da avaliação) e do mercado (financiamento e utilitarismo) sobre a universidade pública, inviabilizando a autonomia e, principalmente, a liberdade acadêmica”.

Desta proposta surgiu a discussão da separação das universidades e dos Institutos Superiores de Educação. A estes últimos eram agregadas as Universidades Estaduais que normalmente estão mais vocacionadas à formação docente. Só alguns ISEs foram criados, boa parte das estaduais permaneceram enquanto tal.

De lamentar, neste caso, que as formadoras de docentes se mantenham agarradas a currículos antiquados e não consigam olhar para o futuro, mesmo sem as condições ideais é possível fazer o diferente como condição de obrigar o governo a investir nelas. De outra forma, a tendência é serem fechadas no curto prazo.

Esta é uma opinião pessoal, não obrigo ninguém a compartilhar desta minha loucura.

Fonte: TRÓPIA, Patrícia Vieira. A Política para o Ensino Superior do Governo Lula: uma análise crítica. Cadernos da Pedagogia – Ano I – Vol. 2- agosto a dezembro de 2007

 

13/02/2019

Uma descoberta inesperada.

Tal como já anunciei, e se fosse diferente teria perdido o interesse, esta nova empreitada vai dar o que fazer, mas traz a alegria das descobertas tão características da pesquisa.

Como também já tinha anunciado estava ultrapassando a fase da coleta de fontes quando, de repente, caio sobre aquilo que chamo de "uma preciosidade". Se é certo que não é o original (mas é uma cópia fac-simile, que lhe confere o status de "original") de uma obra intitulada: "Apontamentos para a História do Cariri" do jornalista João Brígido, datada de 1888. E já não se trata da primeira edição, pois o próprio autor nos informa que essa sua escrita foi inicialmente publicada no Diário de Pernambuco em 1861.

Creio que encontrei uma pérola, pois me permitirá compreender melhor o surgimento desta região, mesmo se até onde já li (60 das 147 páginas) a única referência à educação na região não vai além de um pequeno informe do autor, quando se apresenta e diz que foi professor primário. A ansiedade pelo fim da leitura é grande, por isso vou já terminar por aqui, por agora, para me deleitar com a leitura deste bom e arcaico português que me fala, por exemplo, de uma famos "secca acontecida naqueles annos".

A coisa promete.

Volto mais tarde!

 

 

Mais uma empreitada que exigirá de mim bastante esforço e concentração. A coleta das fontes está quase completa, vou passar a partir de agora, a rabiscar alguns dados que farão objeto de reflexão para aqui trazer para os meus leitores.

Portanto, a parir de agora, fica a expectativa do poderá vir por aí. Acredito poder fazer um bom trabalho. Espero que a saúde ajude e a capacidade de raciocínio não se acabe.

Agora é traçar uma metodologia e ir rabiscando ideias para desenvolver esta temática que deve interessar principalmente aos docentes/discentes da Universidade Regional do Cariri = URCA - onde desempenhei minhas funções profissionais desenvolvendo o ensino/estudo dos Fundamentos Históricos da Educação.

Aproveito entre outras fontes, aquelas que consegui para argumentar a minha tese doutoral que até este momento não foi publicada. Além disso, tenho todo um acervo de livros, revistas, depoimentos orais... acredito no trabalho.

Hoje estamos a 3 de fevereiro de 2018;