Por que fazemos

Por que fazemos

Insatisfação. Esta é a palavra-chave que nos move na direção do diferente. Não, do diferente, não, do justo!

É isso. A insatisfação com os níveis alcançados pela nossa educação que deve ter "(...) por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho" (Art. 2º da Lei 9.394/96) vem fazendo com procuremos criar meios de alcançar essa determinação que, infelizmente e pelas vias usuais não está sendo satisfeita. E por que não está? Aí é toda uma outra briga, toda uma outra história, todo um outro contexto que pode ser resumido numa frase que "pesquei" ali no facebook: "A Casa Grande não quer que a sanzala aprenda a ler".

Se todo cidadão tem direito à educação de qualidade, como é afirmado na nossa legislação, por qual motivo esse direito não é respeitado? A quem interessa que assim seja? Quem leva vantagem e quem são os prejudicados? Até quando? Se há recursos (isso, falo de dinheiro grande!) para oferecer o ruim a custo de um bom, por qual motivo não se oferece um ótimo por um preço que não chega a atingir aquele que é praticado para oferecer o péssimo? Onde está a falta de vontade?

São tantas as questões que se nos apresentam que chegamos a perder o fio condutor da discussão, tamanho o labirinto em que nos colocam para que desistamos de pensar além daquilo que eles (homens de negócios da educação) querem que pensemos. Mas somos resistentes e por isso mesmo, entre as muitas balas que vez por outra nos atingem as asas, conseguimos elevar nossos voos e perceber de outro patamar toda a problemática da escola.

Temos (o GE de que faço parte como mentor) conseguido perceber que outras práticas são possíveis além daquelas impostas com o fim de nivelar por baixo o saber da população brasileira que vota e elege ogros que depois lhe intimida através do estabelecimento de leis que apenas a eles favorecem. Estamos em início de ação, mas já começamos a vislumbrar no horizonte ainda distante os primeiros raios de uma luminescência que poderá nos clarear por bastante tempo, assim consigamos produzir força suficiente para que ela suba não só o suficiente, mas cada dia mais, acima da linha do horizonte. Não é algo impossível, principalmente quando se tem um objetivo e os instrumentos necessários para alcançá-lo.

É esse caminho que estamos tentando, paulatinamente trilhar. É esse o objetivo que norteia nosso fazer pedagógico ao proporcionar a aprendizagem aos nossos aprendentes. Já temos bons exemplos que nos mostram resultados afirmativos que só vêm contribuir para que acreditemos, cada dia mais na possibilidade da prática do justo, do devido, do direito.

Conhecemos a experiência (que é nossa luz a brilhar no fim do túnel) do Projeto Âncora, lá na cidade de Cotia, no Estado de São Paulo. Hoje, porém, ficamos a conhecer dois casos específicos localizados dentro de nosso contexto, dentro das nossas fronteiras cearenses. Sentimos orgulho por esse sucesso e esperamos, em breve, nos juntar a essa realidade e engrossar os índices do sucesso.

Para que possam entender um pouco mais qual o sucesso que referencio, o o tipo de educação que queremos alcançar, ver superar (não, não é uma corrida para ver quem pode mais!), considerando o conjunto de situações contextualizadas, deixo-lhe a notícia veiculada pelo MEC após estudo de diversas avaliações.

É o Ceará em destaque (apesar de podermos dizer que esses números são pequenos face à realidade representada pela universalidade do aparato educacional de que dispomos.

 

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/12/pesquisa-aponta-segredos-de-seis-escolas-publicas-de-excelencia.html