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DE DEDO EM RISTE

DE DEDO EM RISTE

 2 EVITANDO CONFUSÕES

04/04/18

Não diferente de muito dos dias já vividos, hoje amanheci com a "macaca"! As notícias que apontam a degradação da educação no país e ainda mais aquelas que apontam diretamente para o professor têm o dom de me deixar reflexivo/irritadiço. Mas vamos nós ao dedo em riste.

Quero acusar meus pares (calma não estou generalizando, mas o percentual atinge quase esse nível) de terem um olhar unidirecioal, isto é, olham só para um lado, esquecendo totalmente o outro. Ou são piagetianos, ou freirianos e aqueles que me parecem os piores são os que se dizem marxistas. A uns e outros quero fazer uma simples pergunta: Por que se utiliza o termo "PRÁXIS" e não Teoráxis?

Já estou escutando as mais diversas explicações, só não compreendo que eles não entendam que se diz "práxis" justamente por se tratar da teorização de uma prática e não "teoráxis" por ser a prática de uma teorização. Por isso, Nóvoa diz que nada substitui a prática de um bom professor em sala de aula. Fosse a "teoráxis" e ele seria obrigado a dizer que nada substitui a teoria do professor em sala de aula.

Perguntem ao Paulo Freire!

Mas não fiquem na pergunta (teorização), pratiquem o que ele recomenda!

 

1 EDUCAÇÃO INCLUSIVA

28/03/18

O primeiro dedo que quero apontar, em riste, nasce na leitura de material que me dá conta do aumento que se vem registrando no número de crianças portadoras de necessidades especiais. Este é o resultado de pesquisas realizadas no Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos e que nos traz a triste notícia que em breve 1 em cada 45 crianças será portadora de necessidades especiais. É um fato.

 

Mas onde é que o meu “dedo em riste” vai cutucar: justamente na educação infantil, mais precisamente nessa chaga chamada educação inclusiva. A primeira denúncia vai no sentido de fazer com que percebamos que não existe educação que não seja inclusiva, pois se ela o não for, será tudo, menos educação. Neste caso a “teoria” da educação inclusiva é mais uma falácia para impor comportamentos ao professor e para evitar gastos ao governo.

 

Defendo que a educação escolar cumpra com sua finalidade precípua, sem invenções que a façam transbordar, como assevera um patrício meu. No caso a educação para as pessoas com necessidades especiais precisa ser ofertada em estabelecimentos preparados para essa finalidade e por profissionais altamente qualificados para lidarem com as necessidades.

 

NÃO, não concordo que os alunos especiais devam ser educados no mesmo ambiente que aqueles que não têm necessidades – os ditos normais, principalmente nas nossas escolas despreparadas tanto no aspecto estrutural, como naquele tão importante ou mais que esse, o do pessoal apto a atender essa demanda. Os nossos cursos de formação de professores, estão preparando para o atendimento a essa clientela? Como um professor que já está sobrecarregado de tarefas para aplicar junto aos ditos “normais” vai poder dispender seu tempo para ficar correndo atrás de um hiperativo (para não ir mais longe)? Das duas... ambas. Ou ele desiste de realizar uma ou outra atividade, ou, o mais comum, é ele procurar outro emprego pois não dá conta de tanta responsabilidade. E a culpa não é, absolutamente, dele. Estes governos que dizem que não podem “gastar” com educação, são os responsáveis por criar essas situações com as quais trabalham dos dois lados: à população dizem que estão oferecendo condições de educar seus filhos portadores de necessidade especiais, aos professores empurram mais trabalho e dizem que vão trabalhar por amor, ou que procurem outra coisa. É a desmotivação total, que afasta os jovens do magistério, o que muito apraz ao capitalismo que assim vê crescer a necessidade de uma educação privada, cara, que só quem tem poder aquisitivo pode enfrentar para se tornarem os dirigentes do país de analfabetos que se estará gerando.

 

Voltando sobre o ponto, quero deixar claro que defendo a existência das APAES e de todo e qualquer tipo de educação especial, financiada pelo poder público e com profissionais altamente qualificados em cursos especiais para essa finalidade. Investir em educação de qualidade não é só fingir que se está fazendo o melhor, é preciso investir maciçamente para que os objetivos possam ser efetivamente alcançados. Injetar dinheiro público na educação, não é gasto, é investimento com retorno garantido e bem elevado.

 

Considerando que todos somos especiais, à nossa maneira todos o somos, pois não somos iguais ao nosso vizinho a não ser nas características físicas que distinguem os seres humanos, todos precisamos ser incluídos nessa sociedade desejada pelos poderosos. O sucesso ou o fracasso dessa nossa inclusão deve-se muito mais aos métodos que aos meios utilizados para esse fim. Para defender esta tese basta observar o “serviço” que cada tendência pedagógica prestou à formação do homem para uma determinada sociedade. No brasil, assim mesmo com letra minúscula, a sociedade que interessa – isto é, o homem que interessa – é a analfabeta funcional, mais que isso já causa transtorno aos desejos "elíticos". E é nessa e contra essa necessidade que as tendências lutam. Vejam, os pensadores idealizam numa educação crítica, formadora do homem pensante e capaz de resolver parte dos problemas com os quais se depara, mas elite política, nada interessada nisso, contrapõem o desmantelamento dos espaços de construção dessa crítica e abençoa a prática da educação a distância como a melhor modalidade para formar nosso futuro trabalhador, aquele que jamais questionará a cangalha e a chibata.

 

Então, finalizando: levanto a bandeira: Uma escola especial, com profissionais especiais para atender a demande de educação escolar de pessoas portadoras de necessidades especiais  

 

ABERTURA

É chegado o momento em que vou literalmente chutar o pau da barraca, deixando de lado o "politicamente correto" e falar aquilo que sinto, penso e, em alguns casos, pratico. Não quero parecer e muito menos ser hipócrita para estar prestando um desserviço e ficar de sorriso patético no rosto apenas para satisfazer o status quo. Cansei.

Todos nós sabemos onde mora o "monstro" que assola a educação, mas continuamos a recear o enfrentamento. Falta-nos a coragem de ir até a entrada da caverna onde ele se esconde e gritar lá para dentro: "Sei quem és, onde estás e o que fazes. Vem, vou enfrentar-te". O comodismo é praia para a maioria dos docentes e que não me venham com os velhos jargões: "faltam condições", " somos mal pagos", dentre outros que, mesmo sendo verdadeiros não podem e nem devem moldar o meu modo de ser; eu que preciso mudar essas condições, criar situações que facilitem essa transformação. Esta é uma das faces do monstro que vou desafiar e que trago apenas para introduzir as pancadas que se seguirão.

Tenho consciência que vou gerar muitas reações, umas positivas e outras negativas, mas ainda assim, prefiro a crítica e/ou o apoio a continuar a escrever textos que apenas refletem o pensar alheio carregado de tendenciosismos que se alinham com a exploração pela elite capitalista.

Como método para a apresentação das ideias/discussões ouso anunciar um desengonçado anarquismo, visto aqui como uma ideologia política que se opõe a todo tipo de hierarquia e dominação - ou seja, para o lado onde estiver voltado, atirarei, tentando, contudo, manter alguma coerência organizacional. Assim, por exemplo, começarei seguindo (mais ou menos - lá vem o anarquismo) a seguinte lista:

  1. Escola: visão geral; estrutura; quem está dentro dela - equipamentos, funcionários, professores e alunos.
  2. Alunos: portadores ou não de necessidades especiais;
  3. Família: responsabilidade; relação com a escola; relação social.
  4. Professores: formação; fazer pedagógico; tendências seguidas.
  5. Administração escola: posturas ideológicas;
  6. Legislação: pertinência ou impertinência a um programa que vise o desenvolvimento sustentável do país.

É muita pretensão, mas tentarei, na medida do possível trazer para reflexão aquilo que sempre senti e que nem sempre consegui espaço para afirmá-lo.

Agora, enquanto os meus leitores se preparam para futuras leituras, vou ali construir o meu primeiro "DEDO EM RISTE". Até Já!